Editora 34
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Poesia

64 títulos

Flores das "Flores do mal" de Baudelaire
Ilustrações de Henri Matisse
Apresentação de Manuel Bandeira
Posfácio de Marcelo Tápia
Reunindo 21 poemas das Flores do mal, obra máxima de Charles Baudelaire, na tradução de Guilherme de Almeida - considerada por muitos uma das mais belas já realizadas em português -, esta edição bilíngue traz ainda uma apresentação de Manuel Bandeira, as notas em que Guilherme de Almeida comenta aspectos de seu trabalho de tradução, um posfácio crítico de Marcelo Tápia e as inspiradas ilustrações de Henri Matisse.
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Em Horas perplexas, Reynaldo Damazio apresenta uma poesia introspectiva, de forte caráter existencial, em que o sujeito lírico se mostra esfacelado diante da paisagem inóspita de nossos dias. Propõe, a partir daí, indagações sobre o discurso poético, experimentando diversos registros de linguagem, do mais solene ao mais prosaico, e mostra que a poesia ainda é uma das melhores respostas à solidão conflituosa do homem moderno.
Concebido como uma espécie de partitura musical, o terceiro livro da poeta paulista encena uma subjetividade becketiana e jazzística, em que infinitas modulações de vozes se fazem ouvir por trás da fluidez de sua escrita solta e exata. Para Armando Freitas Filho, que assina a orelha, é "uma reescrita ininterrupta que não permite que se destaque qualquer trecho, pois, mesmo que este corpo exposto seja feito de poemas, ele tem uma sequência biológica, que não permite qualquer desmembramento".
Como observa a crítica Maria Betânia Amoroso, nos poemas de Ruy Proença o eu lírico se move no "intervalo entre morrer e fazer poesia" - daí o sentimento paradoxal de sobriedade e liberdade imagética que caracteriza boa parte deste Visão do térreo. Não por acaso, o amor, a morte, os ferimentos visíveis e invisíveis afloram com frequência em seus versos, mas com uma melancolia muitas vezes temperada de humor.
Em Baque, o premiado poeta Fabio Weintraub abre mão de nomear sua paisagem íntima para dar voz a uma outra intimidade: a de prostitutas, motoboys, doentes, ex-modelos, mendigos, idosos, entre outros seres que vagam pela cidade entregues à própria sorte. Por meio de uma escolha muito precisa de imagens, ritmos, dicções, os poemas do livro cristalizam &mdash no melhor sentido da palavra - a experiência do espaço social degradado de uma grande metrópole.
Em Sangüínea, Fabiano Calixto, um dos nomes mais importantes da nova geração da poesia brasileira, aposta na variedade de registros, na profusão de tons e de cores. Mas como nota Marcos Siscar, que assina o posfácio, "em nenhum momento essa variedade significa para Calixto uma abdicação da forma". Dono de talento camaleônico, o poeta tira sua força da própria diversidade, e o resultado é uma poesia a um só tempo pop e sofisticada.
Fausto II
Uma tragédia
Tradução de Jenny Klabin Segall
Ilustrações de Max Beckmann
Apresentação, comentários e notas de Marcus Vinicius Mazzari
Edição bilíngue - português/alemão
Escrito ao longo de sessenta anos, o Fausto de Goethe é não só a opera della vita de seu autor, mas um poema "incomensurável" que, no dizer de Thomas Mann, "abrange em seu interior três mil anos de história humana".
Aurora é o único livro deste poeta bissexto e de quase noventa anos, João Alfredo de Paranaguá Moniz. São dezessete poemas, em sua maioria compostos em versos livres e brancos, de grande leveza rítmica: "Vamos partir,/ Que já tenho há muito/ O segredo das águas que avançam/ Arredondando as pedras".
Galáxias
Inclui o CD Isto não é um livro de viagem
Redigidos entre 1963 e 1976, os 50 fragmentos de Galáxias são uma viagem sem igual pelo universo da língua e da literatura. Esta nova edição da obra máxima de Haroldo de Campos foi revista pelo autor antes de sua morte, e contou com a supervisão da viúva do poeta e do professor Trajano Vieira. O volume inclui ainda um CD com leituras de 16 fragmentos do texto pelo autor.
Fausto I
Uma tragédia
Tradução de Jenny Klabin Segall
Ilustrações de Eugène Delacroix
Apresentação, comentários e notas de Marcus Vinicius Mazzari
Edição bilíngue - português/alemão
O Fausto é considerado o "último grande poema dos tempos modernos". Este volume - a edição definitiva da obra em nosso país - conta com a elogiada tradução de Jenny Klabin Segall e um fragmento inédito da cena "Noite de Valpúrgis".
Combinando poemas e gravuras, Cais afirma uma poética que se funda, por um lado, na perspectiva temporal e, por outro, na observação atenta da paisagem circundante. Paisagem que é delimitada pela costa, expande-se pelo mar e envolve um enigmático comércio de imagens: embarque e desembarque de cargas, fluxos de memória, leituras de Rimbaud e outros viajantes estrangeiros, a experiência da cidade e do litoral.
La divina increnca
Ilustrações de Voltolino
Reprodução integral da primeira edição de 1915
Textos introdutórios de Otto Maria Carpeaux e António de Alcântara Machado
Obra-prima de Juó Bananére, pseudônimo de Alexandre Marcondes Machado (1892-1933), que leva ao extremo a sátira e a irreverência, parodiando poemas clássicos de Gonçalves Dias, Casimiro de Abreu e Olavo Bilac, entre outros. Este volume reproduz na íntegra a rara edição original de 1915, com capa e ilustração de Voltolino, além de incluir textos pouco conhecidos de Otto Maria Carpeaux e Antônio de Alcântara Machado.