Poesia
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Combinando poemas e gravuras, Cais afirma uma poética que se funda, por um lado, na perspectiva temporal e, por outro, na observação atenta da paisagem circundante. Paisagem que é delimitada pela costa, expande-se pelo mar e envolve um enigmático comércio de imagens: embarque e desembarque de cargas, fluxos de memória, leituras de Rimbaud e outros viajantes estrangeiros, a experiência da cidade e do litoral.
Memória e cotidiano constituem a matéria temporal de Poeira, quarto livro de Fernando Paixão. Dividida em duas partes, "Os dias" (com poemas autônomos) e "Poeira de aldeia" (um poema em 14 fragmentos), esta obra alia a percepção subjetiva do mundo ao interesse por temas universais - a guerra, a morte, a nostalgia da infância -, captando aspectos sutis da experiência humana, quando a poesia se faz próxima do silêncio.
Nova edição revista da mais importante antologia da poesia de Brecht no Brasil. A obra poética de Brecht, tão contundente quanto o seu teatro, é ao mesmo tempo "lírica e política", como dizia Walter Benjamin. Este volume contém 260 poemas, entre baladas, sátiras, canções e exortações à luta, além de uma cronologia da vida e das obras de Brecht: "Fôssemos infinitos/ Tudo mudaria/ Como somos finitos/ Muito permanece".
Duda Machado é escritor, tradutor e letrista, autor de Zil e Crescente.
"A alegria que se encontra neste livro vem da sensação de abrangência por parte de um poeta que, fiel ao rigor e à condensação, avança para uma captação mais ampla do eu, do tempo e da realidade." (Alberto Martins, Folha de S. Paulo)
"A alegria que se encontra neste livro vem da sensação de abrangência por parte de um poeta que, fiel ao rigor e à condensação, avança para uma captação mais ampla do eu, do tempo e da realidade." (Alberto Martins, Folha de S. Paulo)