Poesia
64 títulos
Um dos maiores poemas épicos da literatura ocidental - de uma tradição que inclui a Ilíada e a Odisseia de Homero, a Eneida de Virgílio e a Divina Comédia de Dante -, o Paraíso perdido foi publicado originalmente em 1667, na Inglaterra, em um período especialmente turbulento daquela nação. Seu autor, John Milton (1608-1674), foi um dos grandes intelectuais de seu tempo e destemido apoiador da Revolução Puritana inglesa, que depôs e executou o rei Carlos I e proclamou a República em 1649.
A presente edição, bilíngue, traz a elogiada tradução do premiado poeta português Daniel Jonas, que segue de perto a versificação e a musicalidade do original. Completam o volume as notas e o posfácio do tradutor, uma apaixonada apresentação do crítico Harold Bloom, e a fantástica série de cinquenta ilustrações de Gustave Doré, publicadas em 1866.
A presente edição, bilíngue, traz a elogiada tradução do premiado poeta português Daniel Jonas, que segue de perto a versificação e a musicalidade do original. Completam o volume as notas e o posfácio do tradutor, uma apaixonada apresentação do crítico Harold Bloom, e a fantástica série de cinquenta ilustrações de Gustave Doré, publicadas em 1866.
Paisagens humanas do meu país é a obra máxima do poeta turco Nâzým Hikmet (1902-1963), que a ela dedicou cerca de 22 anos de trabalho, boa parte deles na prisão. Neste épico do século XX, que tem a Segunda Guerra Mundial como um de seus eixos narrativos, cruzam-se dezenas de destinos, das personagens mais desamparadas a poderosos magnatas e políticos corruptos, passando por um leque de figuras inesquecíveis. O resultado é um retrato comovente da conturbada história do nosso tempo, em se misturam lirismo, revolta e compaixão no mais alto grau. Um livro fora do comum, traduzido diretamente do original turco por Marco Syrayama de Pinto.
Caçambas
Livro patrocinado pelo Programa Petrobras Cultural
Dispostos em duas seções, "Rádio de galena" e "Singular coletivo", os 76 poemas de Caçambas, de Ruy Proença, constituem um inventário, por um lado, amplo o bastante para figurar passagens da história do século XX e grandezas cósmicas como meteoros e buracos negros, por outro, preciso e delicado o suficiente para tratar com afeto o sentimento do maravilhoso e as batalhas (ganhas e perdidas) da infância e da vida adulta.
Treme ainda
Livro patrocinado pelo Programa Petrobras Cultural
Movidos por uma "espécie de desamparo visceral e inquietante", como observou o poeta e crítico português Manuel de Freitas, os poemas de Fabio Weintraub reunidos em Treme ainda extraem sua força de situações extremas, quase terminais. Em versos de um expressionismo frio e medido, o poeta põe em cena todo um arsenal de máscaras e vozes de figuras relegadas às margens da sociedade brasileira para colher aí, no limite, a corrente dilacerada e pulsante da subjetividade contemporânea.
O escritor é alguém que presta atenção ao mundo, disse Susan Sontag. O poeta talvez seja alguém que, ao prestar atenção, se espanta com o mundo e, sobretudo, consegue fazer a linguagem se espantar com ele - e dar saltos. Pois este Jóquei dá muitos saltos, a todo instante. São poemas em prosa, conversas por telefone, cartas para crianças, explosões de ternura. Passeando pelas ruas do Rio de Janeiro, perseguindo carros de bombeiro pelo Brooklyn ou contemplando ondas gigantes de um balcão, sopra deste livro - como disse o crítico Gustavo Rubim, saudando sua primeira edição (Lisboa, Tinta-da-China, 2014) - um "vento de pura selvageria".
20 poemas para ler no bonde
Tradução de Fabrício Corsaletti, Samuel Titan Jr.
Fotografias de Horacio Coppola
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Edição bilíngue espanhol-português
Inédito no Brasil, 20 poemas para ler no bonde é o livro de estreia de Oliverio Girondo (1891-1967), um dos maiores nomes da vanguarda literária argentina. Publicado originalmente em 1922, na França, é uma espécie de relato de viagem de um jovem interessado em tudo que o rodeia: mulheres, bebidas, vitrines, carros, e cidades como Buenos Aires, Paris, Veneza e Rio de Janeiro. A obra, que tem muitos paralelos com o modernismo brasileiro, é apresentada aqui em edição bilíngue e com 22 belas imagens de Horacio Coppola, figura central da fotografia latino-americana.
Os Contos de Canterbury
Tradução de Paulo Vizioli
Edição bilíngue - português/inglês
Posfácio e notas adicionais de José Roberto O'Shea
Xilogravuras da edição de William Caxton de 1483
Xilogravuras da edição de William Caxton de 1483
Os Contos de Canterbury, escritos entre 1386 e 1400, são o primeiro grande clássico da literatura em língua inglesa. Nesta obra, permeada de lirismo e humor, trinta peregrinos - entre os quais se inclui o próprio autor, Geoffrey Chaucer - partem em romaria para a catedral de Canterbury e durante a viagem contam, cada um à sua maneira, uma história para entreter o grupo, iluminando de maneira fascinante as diversas facetas da vida medieval. A presente edição, bilíngue, traz a premiada tradução em prosa de Paulo Vizioli, realizada diretamente a partir do original em inglês médio, além de notas adicionais e um posfácio redigidos por José Roberto O'Shea, professor-titular de literatura inglesa da UFSC, e as xilogravuras realizadas para a primeira edição ilustrada do livro, impressa por William Caxton em 1483.
Eneida
Organização de João Angelo Oliva Neto
Tradução de Carlos Alberto Nunes
Edição bilíngue - português/latim
Uma das maiores epopeias da história da literatura, a Eneida de Virgílio, publicada em 19 a.C., está para o mundo romano como a Ilíada e a Odisseia para o mundo grego - faz o inventário de seus mitos e avança concepções de mundo que iriam perdurar por mais de mil e quinhentos anos. Este volume traz a tradução de Carlos Alberto Nunes, a única realizada em nosso país no século XX, que verteu o original de forma rigorosa e inventiva: preservou as 9.826 linhas do poema e elegeu um verso de dezesseis sílabas para fazer jus à força épica do original. Organizada por João Angelo Oliva Neto, da Universidade de São Paulo, esta edição bilíngue (latim-português) inclui apresentação, notas e resumo das ações dos doze cantos da obra, entre outros aparatos. O resultado é um volume completo no qual o leitor pode acompanhar as múltiplas dimensões da aventura de Eneias.
Odisseia (edição de bolso)
Com texto integral
Tradução de Trajano Vieira
Texto em apêndice de Franz Kafka
Obra de fina tessitura linguística e extrema modernidade, a Odisseia é apresentada aqui na premiada tradução de Trajano Vieira, que busca preservar ao máximo estes elementos, recriando poeticamente os ritmos e sonoridades do original. A edição, agora em formato de bolso, traz ainda um índice onomástico completo, mapas, posfácio, informações sobre métrica e critérios de tradução, dados biográficos do autor, bibliografia sugerida, excertos da crítica, sumário dos 24 cantos e um pequeno e belo texto de Franz Kafka inspirado na obra de Homero.
Píer
Projeto apoiado pelo Programa Petrobras Cultural
Novo livro de poemas de Sérgio Alcides, Píer tem como cenário recorrente o litoral, a praia, a marinha. Muitos textos são compostos como se fossem paisagens, mas o "país" que eles retratam não se prende completamente a nenhuma geografia exterior à própria linguagem da poesia -onde a vida, a memória e a história se reordenam, transfiguradas. O conjunto inclui, além de números avulsos, três "suítes" de poemas: "Ossada", "Píer" (iniciada quando o autor foi escritor-residente do Instituto Sacatar de Itaparica, em 2004) e "À margem do São Francisco".
Animais
Ilustrações de Grupo Xiloceasa
O que as palavras e os bichos têm em comum? Acima de tudo, uma grande vontade de se divertir. Foi isso que Arnaldo Antunes e Zaba Moreau descobriram quando começaram a compor os micropoemas deste livro. Em Animais, cada página traz uma palavra inventada que condensa uma multiplicidade de sentidos. Acompanhando a brincadeira, os jovens artistas do Grupo Xiloceasa realizaram cerca de trinta gravuras em madeira e combinaram letras de formas e tamanhos diferentes para ilustrar poeticamente esse zoológico fantástico.
aolp
Odisseia
Tradução de Trajano Vieira
Edição bilíngue
Posfácio e notas do tradutor
Ensaio de Italo Calvino
Ensaio de Italo Calvino
Um dos textos inaugurais da literatura ocidental, Odisseia surpreende até hoje por sua extrema modernidade: as diversas vozes narrativas, o tempo não cronológico, as experimentações linguísticas e a profundidade psicológica de seus personagens. Esta edição bilíngue traz, além de uma nova e cuidadíssima tradução, assinada por Trajano Vieira, uma série de aparatos que ajudarão o leitor a navegar pelos mais de 12 mil versos da obra: um índice completo de personagens e localidades citados no texto; mapas com a geografia homérica, o itinerário de Odisseu e o palácio de Ítaca; posfácio do tradutor; informações sobre métrica e critérios de tradução; comentário sobre a biografia do autor; sugestões bibliográficas; excertos da crítica; breve sumário dos 24 cantos e um instigante ensaio de Italo Calvino reunido em Por que ler os clássicos.