Editora 34
Áreas de Interesse

Clássicos da literatura

86 títulos

Cantos
Tradução de Álvaro Antunes
Edição bilíngue
Introdução e notas de Álvaro Antunes
Uma das principais obras do cânone ocidental, os Cantos de Giacomo Leopardi (1798-1837) compreendem 41 poemas escritos e reescritos pelo autor entre 1816 e 1836. Considerado por Harold Bloom “o maior dos poetas italianos desde Dante e Petrarca”, Leopardi registrou em seus versos — com uma técnica e uma sensibilidade elogiadas por nomes como Nietzsche, Pound e Beckett — os aspectos mais significativos da experiência humana, da felicidade agônica provocada pelo amor ao sentimento áspero da natureza madrasta e da nulidade dos nossos esforços. Precedida por uma luminosa introdução à vida e à obra do poeta, a tradução de Álvaro A. Antunes, publicada pela primeira vez em 1985 e revista especialmente para esta edição bilíngue, reproduz fielmente os metros e os esquemas estróficos do original.
As Troianas
Tradução de Trajano Vieira
Texto de Jean-Paul Sartre
Ensaio de Chris Carey
Edição bilíngue - português/grego
A peça As Troianas, de Eurípides (c. 480-406 a.C.), trata do destino das mulheres de Troia após a derrota da cidade para os gregos, ao final da famosa guerra imortalizada por Homero na Ilíada. Aprisionadas pelas tropas lideradas por Agamêmnon, as protagonistas da peça, incluindo Cassandra, Andrômaca e Helena, lamentam seus infortúnios tendo Hécuba, a rainha troiana, como figura central. Encenada em 415 a.C. em Atenas, meses após o massacre de Melos pelos atenienses, a peça acabou se tornando um verdadeiro libelo contra as atrocidades da guerra. A presente edição, bilíngue, traz a primorosa tradução de Trajano Vieira e textos críticos de Jean-Paul Sartre e do helenista britânico Chris Carey.
A sereiazinha e outras histórias
Tradução de Heloisa Jahn
Ilustrações de Fidel Sclavo
Projeto gráfico de Raul Loureiro
A sereiazinha e outras histórias reúne cinco fábulas clássicas de Hans Christian Andersen (1805-1875), autor dinamarquês que, ao lado dos irmãos Grimm, é um dos nomes centrais da tradição do conto infantil e popular na Europa do século XIX. Incluindo “A princesa da ervilha”, “A sereiazinha”, “O companheiro de viagem”, “Os cisnes selvagens” e “O rouxinol” , este é o segundo volume das Obras escolhidas de Andersen lançado pela coleção Fábula com tradução de Heloisa Jahn (dando sequência a O patinho feio e outras histórias, de 2017), agora ilustrado com as belas silhuetas em preto e branco criadas pelo artista uruguaio Fidel Sclavo.
Odes
Tradução de Pedro Braga Falcão
Edição bilíngue - português/latim
Verdadeiro marco da lírica ocidental, as Odes de Horácio reúnem, em quatro livros, 103 poemas escritos em latim no século I a.C., obra monumental que viria a influenciar uma legião de autores na posteridade, de Petrarca a Fernando Pessoa, de Ronsard a Bertolt Brecht. Autor também de Sátiras, Epodos e Epístolas, além do Cântico Secular, Horácio resgatou em suas Odes, com graça e engenho, as variadas formas da poesia grega antiga e alexandrina, propondo uma filosofia de vida baseada tanto no estoicismo como no epicurismo, algo eternizado num dos versos mais famosos da história da literatura, o “Carpe diem” da ode I, 11. A presente edição, bilíngue, traz o conjunto completo das 103 odes de Horácio na inspirada tradução, fluente e musical, de Pedro Braga Falcão, que assina também a introdução e as notas explicativas a cada um dos poemas. O volume inclui ainda o texto Vida de Horácio, de Suetônio (século II d.C.).
Satíricon
Tradução de Cláudio Aquati
Textos em apêndice de Tácito, Marcel Schwob e Raymond Queneau
Projeto gráfico de Raul Loureiro
O mais antigo exemplar do romance latino a sobreviver até os nossos dias, ainda que de forma fragmentária, o Satíricon de Petrônio foi escrito por volta de 60 d.C., no período do imperador romano Nero. Narrando as aventuras de Encólpio, seu amante Ascilto e o servo Gitão, que formam um tumultuado triângulo amoroso e se metem em uma série de confusões para pagar uma dívida ao deus Priapo, o livro é uma grande sátira à caótica civilização romana, ao mesmo tempo em que registra de forma ferina as relações entre os diferentes estratos sociais da época.
Pantagruel e Gargântua
(Obras completas de Rabelais 1)
Tradução de Guilherme Gontijo Flores
Ilustrações de Gustave Doré
Primeiro dos três volumes das Obras completas de Rabelais organizadas e vertidas ao português pelo premiado tradutor e poeta Guilherme Gontijo Flores, este livro reúne os romances Pantagruel (1532) e Gargântua (1534), as criações mais conhecidas do genial escritor renascentista francês François Rabelais (1483?-1553), que colocaram o autor, segundo Mikhail Bakhtin, num lugar na história da literatura “ao lado de Dante, Boccaccio, Shakespeare e Cervantes”. As aventuras dos gigantes beberrões Gargântua e Pantagruel, pai e filho, e suas peripécias em Paris e outros locais reais e imaginários, são um dos pontos altos da ficção humorística ocidental. Alternando com extrema liberdade os registros popular e erudito, e se utilizando da picardia, do grotesco e do escatológico para satirizar a pompa dos poderosos, Rabelais antecipou recursos estilísticos que só apareceriam séculos depois na prosa moderna. Completam o volume cerca de 120 ilustrações de Gustave Doré, selecionadas a partir das edições de 1854 e 1873 da obra de Rabelais.
Anna Kariênina
Tradução de Irineu Franco Perpetuo
Prefácio de Thomas Mann
Para Vladímir Nabókov, Anna Kariênina é “uma das maiores histórias de amor da literatura mundial”, e Thomas Mann, no prefácio incluído neste volume, o considera “o romance social mais poderoso” já escrito. Rico panorama da Rússia de fins do século XIX, a obra narra, por um lado, o drama da bela e impetuosa Anna Kariênina, que, infeliz no casamento, enfrenta o julgamento cruel da alta sociedade de Moscou ao assumir sua paixão pelo conde Vrônski. Por outro lado, acompanhamos o proprietário de terras Lióvin — alter ego do autor — em sua busca pelo ideal de uma vida feliz no campo ao lado da jovem Kitty, bem como seus dilemas intelectuais em torno da fé e da justiça social. Vertido diretamente do russo por Irineu Franco Perpetuo, que também assina o posfácio, esta nova tradução acompanha todas as nuances do imortal romance de Tolstói, seja na exuberante riqueza de detalhes da narrativa, seja na fascinante profundidade psicológica das personagens.
Eneida (edição de bolso)
Organização de João Angelo Oliva Neto
Tradução de Carlos Alberto Nunes
Edição de bolso com texto integral
Publicada em 19 a.C., logo após a morte de Virgílio, a Eneida está para o mundo romano como a Ilíada e a Odisseia para o mundo grego — faz o inventário de seus mitos, dá a medida das paixões e dos deveres humanos, instaura uma ética para as relações sociais, inventa um passado coletivo e fundamenta concepções de mundo que iriam perdurar por mais de mil e quinhentos anos. Com a bela tradução de Carlos Alberto Nunes, e organização de João Angelo Oliva Neto, da Universidade de São Paulo, esta edição inclui uma minuciosa apresentação, inúmeras notas e um resumo das ações de cada um dos doze cantos da obra, entre outros aparatos. O resultado é um volume completo no qual o leitor pode acompanhar as múltiplas dimensões do périplo de Eneias, das ruínas de Troia à gênese da civilização romana.
Paraíso perdido (edição de bolso)
Com texto integral
Tradução de Daniel Jonas
Texto em apêndice de Otto Maria Carpeaux
Um dos maiores poemas épicos da literatura ocidental — de uma tradição que inclui a Ilíada e a Odisseia de Homero, a Eneida de Virgílio e a Divina Comédia de Dante —, o Paraíso perdido foi publicado originalmente em 1667, na Inglaterra, em um período especialmente turbulento daquela nação. Seu autor, John Milton (1608-1674), foi um dos grandes intelectuais de seu tempo e destemido apoiador da Revolução Puritana inglesa, que depôs e executou o rei Carlos I e proclamou a República em 1649. Com a restauração da Monarquia em 1660, Milton caiu em desgraça e, por um problema de saúde, gradualmente acabou perdendo a visão. Foi nessa condição que ele compôs este espantoso poema de 10.565 versos, inspirado no Gênesis, que narra a rebelião de Satã contra Deus, a Criação do Mundo e a Queda do Homem pela desobediência de Adão e Eva no Jardim do Éden.
Quéreas e Calírroe
Tradução de Adriane da Silva Duarte
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Considerado o primeiro romance da literatura ocidental, Quéreas e Calírroe — narrativa em prosa concebida no século I d.C. por um autor grego de quem se sabe pouquíssima coisa, Cáriton de Afrodísias — convida seus leitores a uma verdadeira viagem. Em primeiro lugar, a uma aventura rica em incidentes, com raptos e guerras, piratas e potentados, no rastro de dois amantes que perambulam sem descanso pelo Mediterrâneo e pela Ásia Menor procurando um pelo outro. Mas igualmente a uma viagem literária, rumo às origens de um gênero destinado a longa carreira, o romance, prefigurado aqui em sua gama ampla, das fronteiras do mito heroico ao território do folhetim sentimental.
O idiota
Tradução de Paulo Bezerra
Ilustrações de Oswaldo Goeldi
Nova edição revista pelo tradutor.
Nova edição, revista pelo tradutor, de O idiota, é um dos grandes romances de Dostoiévski, trazendo a série completa de ilustrações de Oswaldo Goeldi. Publicado originalmente em 1868, este é um desses livros em que o leitor reconhece de imediato a marca do gênio. Nele, o autor russo constrói um dos personagens mais impressionantes de toda a literatura mundial — o humanista e epilético príncipe Míchkin, mescla de Cristo e Dom Quixote, cuja compaixão sem limites vai se chocar com o desregramento mundano de Rogójin e a beleza enlouquecedora de Nastácia Filíppovna.
O romance de Tristão
Tradução de Jacyntho Lins Brandão
Edição bilíngue
A história de Tristão e Isolda, de origem celta, incendiou a imaginação de poetas, músicos, ficcionistas e dramaturgos por vários séculos, tendo inspirado a célebre ópera de Wagner. O romance de Tristão, do misterioso Béroul, uma narrativa em versos rimados e metrificados composta entre 1150 e 1190, integra o ciclo de histórias do rei Artur e os cavaleiros da Távola Redonda, e marca o surgimento do romance moderno no Ocidente. A presente edição bilíngue, apresentada e traduzida por Jacyntho Lins Brandão, professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais, foi vertida diretamente do francês arcaico e recupera, em nossa língua, todo o brilho, o frescor, a inventividade e o colorido dos 4.485 versos dessa indiscutível obra-prima da literatura medieval.