Editora 34
Áreas de Interesse

Clássicos da literatura

86 títulos

Teatro completo V
Helena, As Fenícias, Orestes
Tradução de Jaa Torrano
Edição bilíngue

Dando continuidade à publicação do Teatro completo de Eurípides em edições bilíngues, com traduções e estudos de Jaa Torrano, professor titular de Língua e Literatura Grega da USP, este volume V reúne três peças do grande autor trágico: Helena, As Fenícias e Orestes. Helena, que abre este volume, inverte singularmente as perspectivas da tradição: aqui não é a Helena que deu origem à Guerra de Troia, mas um duplo seu, que permaneceu no Egito e ali reencontra o amado Menelau. Em As Fenícias (personagens que formam o coro da tragédia), o pacto entre Etéocles e Polinices, filhos de Édipo e Jocasta, pela alternância no poder em Tebas, cai por terra e leva a funestas consequências. Já Orestes põe em cena outro par de irmãos, Electra e o próprio Orestes, este perseguido pela loucura após ter assassinado a mãe e o padrasto em vingança pela morte do pai, Agamêmnon.

Grito
Tradução de Giorgio Sinedino
Ilustrações de Feng Zikai

Grito, publicado em 1923, é a primeira e mais importante coletânea de textos ficcionais de Lu Xun (1881-1936), o maior expoente do modernismo literário chinês. Ao longo dessas catorze narrativas redigidas entre 1918 e 1922, precedidas de um autobiográfico “Prefácio do autor”, Lu Xun não só compõe um retrato vivo do crepúsculo da dinastia Qing (1644-1911) e do conturbado nascimento da primeira República da China (1912-1949), como tece uma aguda crítica aos valores ancestrais e males arraigados da sociedade chinesa. Sua prosa arrojada, que utiliza a expressiva linguagem coloquial de seu tempo, é aqui criativamente reinventada em português por Giorgio Sinedino, professor da Universidade de Macau, autor também do amplo estudo biográfico que serve de introdução ao volume e de um ensaio com comentários esclarecedores a cada um dos contos de Grito. A edição conta ainda com 77 desenhos de Feng Zikai (1898-1975), artista pioneiro da ilustração moderna na China.

A Cidade das Mulheres
Tradução de Jorge Henrique Bastos
Introdução de Eric Hicks e Thérèse Moreau

Escrita por Christine de Pizan em 1405, A Cidade das Mulheres é considerada a primeira obra feminista da história da literatura. Nascida em Veneza e radicada na França, Christine recebeu uma educação refinada na corte de Carlos V, em Paris, onde seu pai era médico do rei. Recorrendo à mitologia greco-romana, aos poemas de Ovídio e Virgílio, a episódios da Bíblia e até aos contos de Boccaccio, num verdadeiro compêndio de histórias exemplares, A Cidade das Mulheres aborda temas surpreendentemente modernos, como o assédio masculino, a igualdade entre os sexos, o acesso ao saber e o reconhecimento da autonomia do próprio desejo. Trata-se de obra fundamental na longa trajetória de luta das mulheres por uma existência plena em todos os domínios da cultura e da vida política e social.

Ética a Nicômaco
Tradução de André Malta
Edição bilíngue - português/grego

O filósofo grego Aristóteles (384-322 a.C.), discípulo de Platão e preceptor de Alexandre, o Grande, escreveu cerca de trinta tratados que chegaram até nós, textos que se tornaram verdadeiros pilares do que conhecemos hoje como a ciência moderna. Na área da filosofia, a Ética a Nicômaco talvez seja o mais importante deles. Organizado em dez livros, o tratado parte da ideia de que o objetivo último do ser humano é a felicidade, para em seguida analisar os diferentes âmbitos da vida em que devemos agir de maneira virtuosa, guiados pela ponderação. A presente edição, bilíngue, traz uma nova tradução da Ética aristotélica realizada por André Malta, da Universidade de São Paulo, que, com extrema fidelidade ao original e livre de paráfrases, proporciona aos leitores um contato renovado com esta obra fundante da cultura ocidental.

Teatro completo IV
As Troianas, Ifigênia em Táurida, Íon
Tradução de Jaa Torrano
Edição bilíngue

Dando continuidade à publicação do Teatro completo de Eurípides em edições bilíngues, com traduções e estudos de Jaa Torrano, professor titular de Língua e Literatura Grega da USP, este volume IV reúne três peças do grande autor trágico: As Troianas, Ifigênia em Táurida e Íon. Na primeira peça as princesas derrotadas na guerra de Troia, Hécuba, Cassandra, Helena e Andrômaca, são levadas como cativas pelos gregos e lamentam seu destino. Em Ifigênia em Táurida, a filha de Agamêmnon é sacerdotisa de um distante templo no Mar Negro quando seu irmão Orestes chega para roubar uma estátua do local. Já em Íon temos a história do filho de Creúsa com o deus Apolo que, abandonado recém-nascido pela mãe, torna-se ajudante no templo de Delfos. Tempos depois Creúsa e o marido Xuto, sem poder ter filhos, buscam o oráculo para conseguir um herdeiro.

Ética
Tradução de Diogo Pires Aurélio
Edição bilíngue - português/latim

Baruch de Espinosa (1632-1677) nasceu em Amsterdã, filho de pais judeus emigrados de Portugal. Aos 24 anos, por suas opiniões pouco ortodoxas, foi expulso da sinagoga da cidade e acabou se mudando para Haia, onde publicou duas obras em vida: os Princípios da filosofia de Descartes (1663) e o Tratado teológico-político (1670), este editado de forma anônima. Sua obra magna, a Ética demonstrada segundo a ordem geométrica, só veio à luz no final de 1677, após a sua morte, com a publicação, por amigos, das Opera Posthuma, tendo logo entrado para o Index da Inquisição. O presente volume, bilíngue latim-português, baseia-se na canônica edição Gebhardt da Ética, e traz a apurada tradução de Diogo Pires Aurélio, um dos maiores especialistas da atualidade na obra de Espinosa, que também assina as notas e a introdução a este grande clássico da filosofia moderna.

Prometeu Prisioneiro
Tradução de Trajano Vieira
Edição bilíngue - português/grego
Ensaio de C. J. Herington

Prometeu Prisioneiro, de Ésquilo (525-456 a.C.), é uma peça única dentre as tragédias gregas, ao trazer, de forma inédita, seres divinos como protagonistas. A história tem início quando Força, Poder e Hefesto, por ordem de Zeus, acorrentam Prometeu a uma montanha nos confins do planeta. Preso e prestes a ser castigado por ter ensinado o uso do fogo aos humanos, o Titã é visitado pelo coro das Oceânides, por Oceano, por Io e por Hermes, que tentam demovê-lo de seu enfrentamento com o novo chefe do Olimpo. Verdadeiro libelo contra a tirania, a peça é apresentada aqui na esmerada tradução de Trajano Vieira. A edição, bilíngue, inclui ainda um posfácio do tradutor, excertos da crítica e um alentado ensaio do classicista inglês C. J. Herington.

Coleção Rabelais
Obras completas de Rabelais Caixa com três volumes: <em>Pantagruel e Gargântua</em> <em>Terceiro, Quarto e Quinto livros de Pantagruel</em> <em>O ciclo de Gargântua e outros escritos</em>
Tradução de Guilherme Gontijo Flores
Ilustrações de Gustave Doré, François Desprez
Organização, apresentação e notas de Guilherme Gontijo Flores
Reunindo a obra completa do genial escritor francês François Rabelais (1483?-1553), esta coleção traz a primeira tradução integral ao português, realizada por Guilherme Gontijo Flores, desta que é uma das criações mais originais da cultura do Renascimento na Europa. O primeiro volume, com as célebres gravuras de Gustave Doré, apresenta as clássicas histórias de Pantagruel (1532) e Gargântua (1534), narrando as peripécias dos dois gigantes comilões e beberrões por Paris e outros locais. O segundo, também ilustrado por Doré, traz a continuação das hilárias aventuras e viagens de Pantagruel em três livros publicados em 1546, 1552 e 1564, respectivamente, o último onze anos após a morte do autor. O volume final, constituído de uma verdadeira miscelânia de escritos de Rabelais, quase todos inéditos no Brasil, se inicia com o chamado “Ciclo de Gargântua” (1532 e 1533), com a história do nascimento do personagem e os serviços que prestou ao rei Artur, passa por diversos almanaques, prognosticações, cartas e poemas do humanista francês, incluindo até um Tratado do bom uso de vinho, até fechar com as bizarras ilustrações do livro Sonhos bufonescos de Pantagruel, publicado em 1565.
Coleção Homero
Caixa com dois volumes: <em>Ilíada</em> e <em>Odisseia</em>
Tradução de Trajano Vieira
Ensaios de Simone Weil e Italo Calvino
Compostas no século VIII a.C., a Ilíada e a Odisseia são consideradas o marco inaugural da literatura ocidental. Tradicionalmente atribuídas a Homero, as obras abordam o período de algumas semanas no último ano da Guerra de Troia, durante o cerco final dos contingentes gregos à cidadela do rei Príamo, na Ásia Menor, no caso da Ilíada, e o atribulado retorno de Odisseu à Ítaca após a guerra, narrado na Odisseia. As belas traduções de Trajano Vieira, professor livre-docente da Unicamp e premiado tradutor, rigorosamente metrificadas, buscam recriar em nossa língua a excelência dos versos gregos originais, com seus símiles e invenções vocabulares. As presente edições, bilíngues, trazem ainda uma série de aparatos, como índices onomásticos completos, mapas, excertos da crítica, sumários dos cantos, além dos célebres ensaios de Simone Weil, “A Ilíada ou o poema da força”, e de Italo Calvino, “As odisseias na Odisseia”.
Coleção Fausto
Caixa com dois volumes: <em>Primeira parte</em> (1808) e <em>Segunda parte</em> (1832) Edições bilingues
Tradução de Jenny Klabin Segall
Ilustrações de Eugène Delacroix, Max Beckmann
Apresentação, comentários e notas de Marcus Vinicius Mazzari
Considerado o último grande poema dos tempos modernos e o maior clássico da literatura alemã, o Fausto de Goethe está para a modernidade assim como a Divina Comédia de Dante para a Idade Média: representa não só a criação máxima de seu autor, mas a suma do conhecimento e das aspirações de sua época. A presente reunião das duas partes do Fausto, bilíngue, traz ao leitor brasileiro a rigorosa tradução de Jenny Klabin Segall, acrescida de apresentação, comentários e notas de Marcus Vinicius Mazzari, o maior especialista brasileiro na obra goethiana. Além disso, traz ainda as famosas ilustrações do luminar do romantismo francês Eugène Delacroix (Primeira parte) e do grande expressionista alemão Max Beckmann (Segunda parte), tornando esta a mais completa edição da obra-prima de Goethe em nosso país.
Coleção D. Quixote
Caixa com dois volumes <em>Primeiro Livro</em> (1605) e <em>Segundo Livro</em> (1615) Edições bilíngues
Tradução de Sérgio Molina
Ilustrações de Gustave Doré
Apresentações de Maria Augusta da Costa Vieira
Publicados originalmente em 1605 e 1615, respectivamente, os dois volumes do D. Quixote chegam finalmente à nossa língua numa versão que faz jus à riqueza do original. Estas traduções, realizadas por Sérgio Molina a partir das mais abalizadas edições críticas da obra, reproduzem o ritmo, as modulações e os matizes cômicos característicos de Cervantes, recuperando para o leitor de hoje toda a graça e o encantamento deste que é considerado o primeiro romance moderno. As presentes edições, as únicas bilíngues português-espanhol, contam ainda com as célebres ilustrações de Gustave Doré e apresentações da mais importante cervantista brasileira, Maria Augusta da Costa Vieira.
O ciclo de Gargântua e outros escritos
(Obras completas de Rabelais — 3)
Tradução de Guilherme Gontijo Flores
Ilustrações de François Desprez

Terceiro e último volume das Obras completas de Rabelais publicadas pela Editora 34, O ciclo de Gargântua e outros escritos apresenta uma verdadeira miscelânea de narrativas, almanaques, cartas, versos, textos em prosa e tratados atribuídos ao autor, quase todos inéditos em português. Do chamado “Ciclo de Gargântua”, que inclui as Grandes crônicas e O verdadeiro Gargântua, publicados em 1532 e 1533, até o Tratado do bom uso de vinho e os 120 bizarros desenhos do livro Sonhos bufonescos de Pantagruel, lançado em 1565, doze anos após a morte de Rabelais, a coletânea oferece ao leitor uma oportunidade de se conhecer as múltiplas facetas desse inimitável humanista francês. Assim como nos volumes anteriores, os variados registros de linguagem de Rabelais são aqui recriados de forma brilhante pelo premiado tradutor Guilherme Gontijo Flores, autor também das notas introdutórias que abrem cada seção do livro.