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Antologia do pensamento crítico russo (1802-1901)
Organização de Bruno Barretto Gomide
Tradução de Cecília Rosas, Denise Sales, Ekaterina Vólkova Américo
Esta antologia é a primeira reunião em língua portuguesa dos principais textos e autores do pensamento russo do século XIX, de Nikolai Karamzin (1766-1826) a Nikolai Fiódorov (1829-1903). Se a literatura do país de Dostoiévski e Tolstói se tornou uma das mais conhecidas do mundo, o mesmo não se pode dizer do rico debate de ideias realizado na Rússia, onde os conceitos de progresso e atraso, nacional e estrangeiro, assim como no Brasil, têm importância fundamental. Organizada por Bruno Barretto Gomide - também responsável pela Nova antologia do conto russo -, esta coletânea traz vinte e dois ensaios traduzidos diretamente do original, e vem para demonstrar que a produção crítica é peça fundamental para compreendermos a riquíssima cultura daquele país.
Publicado em 1852, Memórias de um caçador obteve de imediato grande sucesso tanto na Rússia como na Europa, onde foi traduzido para o francês, o alemão e o inglês, abrindo pela primeira vez as portas do Ocidente para a literatura russa. O estilo refinado de Turguêniev, e suas descrições memoráveis das paisagens e dos homens do povo encontrados nas perambulações do narrador pelo interior da Rússia, cativaram o público de tal forma que a obra tornou-se peça-chave no movimento pela emancipação dos servos naquele país. Além de consagrar Turguêniev como um dos grandes ficcionistas russos, os 25 contos reunidos pelo autor tornaram-se um paradigma para os escritores da posteridade, de Górki e Tchekhov a Conrad e Hemingway.
Ao voltar de uma longa viagem à colônia penal da ilha de Sacalina, Tchekhov passa a residir em Moscou. Ali, nas redondezas de sua casa na rua Málaia Dmítrovka, ambientaria a novela Três anos. Publicada em 1895, a obra acompanha os primeiros anos de casamento de Iúlia Belavina, filha de um médico da província, com Aleksei Láptiev, de uma família de prósperos comerciantes moscovitas.
Bobók
Tradução de Paulo Bezerra
Ilustrações de Oswaldo Goeldi
Posfácio e notas de Paulo Bezerra; texto de Mikhail Bakhtin
Mais do que uma resposta de Dostoiévski aos críticos de seu romance Os demônios (1871), o conto Bobók, publicado no Diário de um escritor em 1873, é considerado por Mikhail Bakhtin "um microcosmo de toda a sua obra", pois concentra, no tempo brevíssimo de um "diálogo de mortos" num cemitério, os procedimentos fundamentais de sua literatura. Além da análise de Bakhtin, o volume inclui posfácio do tradutor Paulo Bezerra e oito desenhos de Oswaldo Goeldi.
"Sem forma revolucionária não há arte revolucionária". A célebre frase do poeta russo Vladímir Maiakóvski (1893-1930) define muito bem um de seus textos teatrais mais conhecidos, Mistério-bufo (1921). A presente edição traz pela primeira vez ao público brasileiro a versão final da peça, reelaborada pelo autor após sua estreia em 1918. Traduzido diretamente do original por Arlete Cavaliere, professora da USP, o texto é uma fantasia alegórica da Revolução Russa e de seus primeiros desdobramentos, escrito no calor da hora, e sintetiza uma série das experimentações de vanguarda do poeta.
Dois sonhos
O sonho do titio e Sonhos de Petersburgo em verso e prosa
Tradução de Paulo Bezerra
Posfácio e notas de Paulo Bezerra
Dois sonhos de Dostoiévski reunidos em um único volume. Em O sonho do titio (1859), a trama se passa na cidadezinha imaginária de Mordássov, onde a chegada de um velho príncipe acaba provocando o desmascaramento da hipócrita sociedade local. Já Sonhos de Petersburgo em verso e prosa (1861) combina os registros da prosa e da poesia para construir uma visão ao mesmo tempo crítica, cômica e fantástica da cidade de São Petersburgo.
A aldeia de Stepántchikovo e seus habitantes
Tradução de Lucas Simone
Ilustrações de Darel Valença Lins
Posfácio e notas de Lucas Simone
Dois meses após retornar de um exílio de quase dez anos na Sibéria, Fiódor Dostoiévski publicou, em 1859, A aldeia de Stepántchikovo e seus habitantes, um de seus mais singulares romances. Nele, o autor expõe uma faceta pouco conhecida sua: a do humorista. Por meio de situações cômicas e absurdas, Dostoiévski deu vida a um dos personagens mais famosos da literatura russa: Fomá Fomitch Opískin, o bufão alçado à condição de tirano que se tornaria símbolo de hipocrisia e parasitismo.
Rúdin
Tradução de Fátima Bianchi
Posfácio e notas de Fátima Bianchi
Publicado em 1856, Rúdin, romance de estreia de Turgêniev, foi prontamente aclamado pela crítica. O autor retrata aqui o "homem supérfluo", motivo central da literatura russa de então, lançando um olhar simultaneamente terno e irônico sobre a juventude de sua própria geração, que, inspirada pelos ideais democráticos que chegavam da Europa, foi tolhida pelo conservadorismo da Rússia de Nicolau I.
A fraude e outras histórias
Tradução de Denise Sales
Posfácio e notas de Denise Sales
Ensaio de Elena Vássina
Juntamente com Homens interessantes e outras histórias, esta é a primeira coletânea de contos de Nikolai Leskov (1831-1895) lançada no Brasil - algo aguardado há anos por todos que conhecem o célebre ensaio "O narrador", de Walter Benjamin, que tem por base justamente as histórias do autor russo. O volume traz seis contos de Leskov inéditos no Brasil.
Homens interessantes e outras histórias
Tradução de Noé Oliveira Policarpo Polli
Posfácio e notas de Noé Oliveira Policarpo Polli
Lançado simultaneamente com A fraude e outras histórias, este volume apresenta ao leitor brasileiro sete contos inéditos de Leskov traduzidos diretamente do original, incluindo "O artista dos topetes", "A fera" e "O papão". Neles, este grande escritor deixa claro por que é considerado um mestre da "arte de narrar", que envolve o leitor e o faz transitar de modo surpreendente por vários planos de realidade.
Nova antologia do conto russo (1792-1998)
Organização de Bruno Barretto Gomide
Tradução de Arlete Cavaliere, Boris Schnaiderman, Cecília Rosas, Denise Sales
Quarenta autores, quarenta contos, duzentos anos da melhor prosa russa reunida em um único volume. Organizada por Bruno Barretto Gomide, professor da Universidade de São Paulo, esta antologia - a primeira no país inteiramente traduzida do russo e composta quase só de obras inéditas em português - apresenta ao leitor um amplo panorama desta literatura, do final do século XVIII até os contemporâneos. Ao lado dos grandes nomes, como Púchkin, Gógol, Dostoiévski, Tchekhov, Tolstói, Pasternak, Bábel e Nabókov, o volume apresenta outros autores menos conhecidos, porém igualmente importantes - como Odóievski, Grin, Chalámov, Kharms, Platónov, Sorókin -, alguns deles nunca antes publicados no Brasil.aolp
Minha vida
conto de um provinciano
Tradução de Denise Sales
posfácio e notas da tradutora
Publicada em 1896, a novela Minha vida - que tem aqui sua primeira tradução direta no Brasil - é uma das raras incursões de Tchekhov (1860-1904), mestre do conto, pela narrativa mais longa. Permeada de referências autobiográficas, esta obra de ficção, que retrata a vida de um jovem inadaptado às convenções de uma pequena cidade de província, surpreende pela sensibilidade com que o autor capta a dinâmica profunda da sociedade russa - o que levaria Gorki a declarar: "Ontem li Minha vida. É uma pérola". aolp