Editora 34
Áreas de Interesse

Literatura Estrangeira

219 títulos

Depois de levar a arte do romance ao seu apogeu com Guerra e paz e Anna Kariênina, Lev Tolstói, no auge de sua fama, dedicou-se a buscar uma forma minimalista, capaz de condensar nas poucas páginas de uma novela toda a riqueza e a complexidade de suas grandes criações. Concebido ao longo de mais de uma década e publicado somente em 1911, um ano após a morte do autor, O cupom falso está estruturado em duas partes simétricas. Se, na primeira, a falsificação de um cupom monetário por um jovem estudante dispara uma sequência de acontecimentos catastróficos envolvendo múltiplos personagens, na segunda parte assistimos ao movimento reverso, em que as ações humanas passam do mal à redenção.
Rei Lear
Tradução de Rodrigo Lacerda
Edição bilíngue - português/inglês
A peça Rei Lear, que estreou em Londres em 1606, é uma das maiores criações de William Shakespeare (1564-1616) e um dos pontos culminantes da dramaturgia mundial. A tragédia do octogenário rei bretão tem início quando este decide abdicar do trono e partilhar seu reino entre as três filhas, equiparando a herança de cada uma ao afeto que lhe demonstram. A trama ganha cor e relevo extraordinários nesta edição bilíngue com a apurada tradução de Rodrigo Lacerda — premiado escritor e tradutor, autor também de um valioso posfácio a iluminar os temas centrais da obra e o contexto da época —, que resultou num texto extremamente fiel ao original e apto a ser lido com beleza e fluência, seja por atores em cena, seja pelo leitor solitário no palco de sua imaginação.
Teatro completo II
Os Heraclidas, Hipólito, Andrômaca, Hécuba
Tradução de Jaa Torrano
Edição bilíngue
Este volume bilíngue é o segundo dos seis que formam o Teatro completo de Eurípides (c. 480-406 a.C.), coleção que reunirá as dezenove peças do autor que sobreviveram até os nossos dias. O volume II inclui as tragédias Os Heraclidas (c. 430 a.C.), Hipólito (428 a.C.), Andrômaca (c. 425 a.C.) e Hécuba (c. 424 a.C.). Com protagonistas femininas marcantes e a representação de indivíduos que se manifestam “em oposição sistemática contra as ordens estabelecidas”, a obra de Eurípides continua a comover e a interrogar seus leitores cerca de 25 séculos depois de ter sido criada. Como no volume I, a tradução precisa de Jaa Torrano, professor titular de Língua e Literatura Grega da USP, vem acompanhada de estudos introdutórios sobre cada uma das peças.
A filha do capitão
Tradução de Boris Schnaiderman
Prefácio de Otto Maria Carpeaux
Considerada a mais importante obra em prosa de Púchkin, o romance histórico A filha do capitão foi publicado em 1836, meses antes da morte do autor em um duelo. O livro narra a história de um jovem oficial que é enviado para uma distante fortaleza do Império Russo e se apaixona pela filha do comandante local, quando irrompe a revolta camponesa de 1773 liderada por Emelian Pugatchóv, um cossaco que reivindicava o poder passando-se pelo falecido tsar Pedro III, marido de Catarina, a Grande. Nesta nova edição desse clássico da literatura, a consagrada tradução de Boris Schnaiderman é complementada por um prefácio de Otto Maria Carpeaux e pelos capítulos iniciais da História de Pugatchóv, de 1834, o único estudo histórico que Púchkin publicou em vida.
Anacreonte - Fragmentos completos
seguidos das Anacrêonticas
Tradução de Leonardo Antunes
Edição bilíngue - português/grego
Prefácio de Guilherme Gontijo Flores
Um dos principais poetas líricos da Grécia antiga, ao lado de Safo, Píndaro e outros, Anacreonte nasceu em Teos, no século VI a.C., viveu em Samos e Atenas, e conquistou enorme fama ainda em vida, cantando os prazeres do amor e do vinho. Sua vasta obra foi organizada em cinco livros no período helenístico, dos quais sobreviveram apenas fragmentos. Esta é a primeira reunião em língua portuguesa da totalidade desses fragmentos, bem como das Anacreônticas, o corpus de poemas tardios, anônimos, feitos em sua homenagem ou imitando seu estilo. Responsável pela tradução e apresentação da obra, Leonardo Antunes, professor de língua e literatura grega na UFRGS, tece também comentários detalhados a cada poema ou fragmento, sempre lastreado pelo rigor do pesquisador acadêmico e pela sensibilidade do tradutor que é também músico e poeta.
Ájax
Tradução de Trajano Vieira
Ensaio de Bernard Knox
Edição bilíngue - português/grego
A figura de Ájax, um dos heróis da Guerra de Troia, tem fascinado o público desde a mais remota Antiguidade. Nesta tragédia de Sófocles (496-406 a.C.), um dos pontos altos da dramaturgia mundial, o foco volta-se para a sua derrocada. Após o julgamento que destinou as armas de Aquiles a Odisseu, Ájax se revolta e decide matar Agamêmnon, Menelau e o próprio Odisseu. A partir desse evento, Sófocles vai discutir uma das questões centrais de sua época: como as tradições das antigas aristocracias, representadas na peça por Ájax, poderiam ser medidas em face dos novos valores da democracia ateniense? O presente volume, bilíngue, inclui o clássico ensaio de Bernard Knox sobre a tragédia e a brilhante tradução de Trajano Vieira, que soube recriar em nossa língua toda a riqueza de registros do texto sofocliano.
Beowulf
e outros poemas anglo-saxônicos (séculos VIII-X)
Tradução de Elton Medeiros
Edição bilíngue
Prefácio de Jorge Luis Borges
Beowulf é o mais célebre poema da literatura anglo-saxônica. De autoria anônima, foi composto no século VIII e sobreviveu em apenas um manuscrito, preservado na British Library. Sua influência na literatura de língua inglesa é enorme, tendo sido fundamental para a obra de J. R. R. Tolkien, o autor de O Senhor dos Anéis. Ambientado na Escandinávia dos séculos V e VI, com o que seriam os antepassados dos primeiros reis da Inglaterra, o poema narra os feitos do herói Beowulf, um corajoso guerreiro que livra a corte do rei Hrothgar de dois aterrorizantes monstros do pântano, e cinquenta anos depois tem um novo e decisivo confronto, desta vez com um dragão alado que cospe fogo. Esta obra repleta de imagens inesquecíveis tem ainda inspirado diversos jogos e séries, de Dungeons & Dragons a Game of Thrones. Publicado em edição bilíngue, com prefácio de Jorge Luis Borges, este volume conta com a bela e fluente tradução em prosa de Elton Medeiros, autor também das notas e de um posfácio em que contextualiza historicamente a produção do Beowulf e sua recepção pela crítica. Completam o volume mais quatro breves poemas anglo-saxônicos de época, além de glossário, bibliografia, genealogia, cronologia e mapas dos locais e personagens relacionados à obra.
Terceiro, Quarto e Quinto livros de Pantagruel
(Obras completas de Rabelais — 2)
Tradução de Guilherme Gontijo Flores
Ilustrações de Gustave Doré
O presente volume, o segundo das Obras completas de Rabelais publicadas pela Editora 34, dá sequência às aventuras do gigante Pantagruel e seus companheiros iniciadas com Pantagruel e Gargântua. Assim, no Terceiro livro (1546), numa paródia aos diálogos filosóficos, temos a busca de Panurgo para deslindar sua grande dúvida existencial: se contrair matrimônio, será corneado ou não? Essa procura, nos moldes do Santo Graal, levará depois, no Quarto livro (1552), o séquito de Pantagruel para uma navegação de descobrimentos por várias ilhas fantásticas, em que os habitantes animalescos de cada localidade parodiam os vários segmentos da sociedade medieval. As peregrinações se concluem no Quinto livro (1564), publicado onze anos após a morte de Rabelais, quando finalmente chegam ao oráculo da Divina Garrafa, anunciado no início da jornada. Como no volume anterior, temos aqui a primorosa tradução de Guilherme Gontijo Flores, que soube como ninguém recriar toda as invenções linguísticas de Rabelais, e que assina também as notas introdutórias que abrem cada capítulo dos três livros. Arrematam a edição mais de 160 ilustrações de Doré, realizadas entre 1854 e 1873.
Figura central da crítica hispano-americana nas últimas décadas, a argentina Sylvia Molloy (1938-2022) foi também uma escritora inquieta e original. Radicada na França e depois nos Estados Unidos, o tema do deslocamento, de gênero e perspectiva, é central em sua obra. Nestes que foram seus dois últimos trabalhos de ficção, Desarticulações e Vária imaginação, ela criou uma forma literária breve e singularíssima, capaz de pôr em curto-circuito os territórios do factual e do ficcional, da autobiografia e da invenção. Se no primeiro as memórias são disparadas por uma doença fatal que acomete uma antiga companheira, no segundo fragmentos rememorados vão compondo um sintético romance de formação feminina na Argentina dos anos de guerra e pós-guerra.
Teatro completo I
O Ciclope, Alceste, Medeia
Tradução de Jaa Torrano
Edição bilíngue
Indisponível Avise-me saiba mais
Este volume bilíngue é o primeiro dos seis que formam o Teatro completo de Eurípides (c. 480-406 a.C.), coleção que reunirá as dezenove peças do autor que sobreviveram até os nossos dias. O volume I traz o drama satírico O Ciclope, a tragédia Alceste (438 a.C.), e aquela que é uma das obras mais célebres do dramaturgo ateniense, a Medeia (431 a.C.), representada no primeiro ano da Guerra do Peloponeso. A tradução criteriosa e fluente de Jaa Torrano, professor titular de Língua e Literatura Grega da Universidade de São Paulo, vem acompanhada de estudos esclarecedores sobre cada uma das peças e, neste volume em particular, de uma valiosa introdução sobre o sentido das tragédias gregas em seu contexto histórico.
Quatro diálogos
Alcibíades Segundo, Teages, Dois Homens Apaixonados, Clitofonte
Tradução de André Malta
Edição bilíngue - português/grego
Este volume reúne quatro diálogos pouco conhecidos de Platão: Alcibíades Segundo, Teages, Dois Homens Apaixonados e Clitofonte. Embora tradicionalmente tenham sido vistos como integrantes da vasta produção do filósofo grego, a partir dos séculos XIX e XX boa parte dos estudiosos passou a ignorá-los, considerando-os de autoria duvidosa ou mesmo inautênticos. A presente edição, bilíngue, traz os quatro diálogos traduzidos por André Malta, professor livre-docente da Universidade de São Paulo, acompanhados de notas, de uma introdução e de um vigoroso ensaio final, “Plato litteratus e o mosaico platônico”, em que o tradutor não só justifica o resgate destes belos textos (que tratam da ignorância, da sabedoria e da própria filosofia), como propõe uma reorganização mais livre do corpus platonicum.
Imagine uma flecha disparada no princípio de tudo, e voando desde então por todos os tempos e lugares do mundo. Essa Flecha é o elemento que atravessa as mais de duzentas histórias deste livro. Crônicas de animais, de objetos, mas sobretudo de pessoas, reais ou fictícias; microcontos, écfrases, memórias, miniaturas: neste livro múltiplo e generoso, a autora de Jóquei firma novamente — desta vez em prosa — um pacto forte com a imaginação, prestando uma verdadeira homenagem à literatura, às artes visuais, e a todos os homens e mulheres que, desde que o mundo é mundo, tecem a cada dia a grande narrativa da vida com novas histórias. Publicado em Portugal em 2020, Flecha chega ao Brasil em edição revista pela autora: algumas histórias saíram, duas novas entraram; incluiu-se ainda uma seção de imagens e outra de “Pistas”; e o ensaio que fechava o original agora abre o volume.