Editora 34
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Literatura russa

89 títulos

Crime e castigo
Tradução de Paulo Bezerra
Gravuras de Evandro Carlos Jardim
Nova edição revista pelo tradutor em comemoração aos 150 anos da obra
Prêmio Paulo Rónai da Biblioteca Nacional de Melhor Tradução 2002
Publicado em 1866, Crime e castigo é a obra mais célebre de Fiódor Dostoiévski. Neste livro, Raskólnikov, um jovem estudante, pobre e desesperado, perambula pelas ruas de São Petersburgo até cometer um crime que tentará justificar por uma teoria: grandes homens, como César ou Napoleão, foram assassinos absolvidos pela História. Este ato desencadeia uma narrativa labiríntica que arrasta o leitor por becos, tabernas e pequenos cômodos, povoados de personagens que lutam para preservar sua dignidade contra as várias formas da tirania.
Esta é a primeira tradução direta da obra lançada no Brasil, e recebeu em 2002 o Prêmio Paulo Rónai de Tradução da Fundação Biblioteca Nacional.
Baseada em fatos reais, esta novela de Ivan Búnin (1870-1953), vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1933, revela toda a maestria deste autor que alia a grande tradição do realismo russo às experimentações narrativas da modernidade. Escrita em 1925 e publicada no ano seguinte em uma revista editada por emigrados em Paris, O processo do tenente Ieláguin apresenta a desconcertante história de amor e morte de uma atriz polonesa e um jovem oficial russo, reconstituída pelo caleidoscópio de depoimentos colhidos durante o julgamento do protagonista.
Uma história desagradável
Tradução de Priscila Marques
Posfácio de Aleksei Riémizov
Publicada em 1862, esta narrativa, contemporânea a Humilhados e ofendidos e Recordações da casa dos mortos, marca a presença de Dostoiévski no principal debate da época: as reformas que trouxeram, entre outras mudanças, a libertação dos servos na Rússia. Com a história tragicômica de um nobre que resolve entrar de penetra na festa de casamento de seu funcionário, o autor faz uma ácida crítica à estratificação e aos valores da sociedade de então. Trazendo a primeira tradução direta da novela no Brasil, o volume conta ainda com um pioneiro ensaio do escritor modernista russo Aleksei Riémizov, que procura analisar a complexa trama de referências da obra.
A exposição das rosas
e A família Tóth
Tradução de Aleksandar Jovanovic
Prefácio de Nelson Ascher
Este livro reúne as duas novelas mais conhecidas de um dos maiores escritores húngaros do século XX, István Örkény (1912-1979). Combinando ironia, nonsense e um gosto singular pelo grotesco e o tragicômico, "A família Tóth" apresenta a história de um major com trauma de guerra que leva à loucura a pacata família que o recebe durante sua licença médica, enquanto que "A exposição das rosas" traz a narrativa de um documentário da TV estatal húngara sobre os últimos dias de vida de três pacientes terminais: um obcecado linguista, um escritor boêmio e uma humilde florista.
O marcador de página
e outros contos
Tradução de Maria Aparecida B. Pereira Soares
Comparado hoje a Swift, Kafka, Borges e Beckett, Sigismund Krzyzanowski (1887 - 1950) não publicou nenhum livro em vida, e teve a obra descoberta somente trinta anos após sua morte. A razão disso foi que este grande escritor viveu sob um dos regimes mais severos da história, a União Soviética stalinista, e sua literatura, surpreendente e inclassificável, fugia completamente dos cânones do realismo socialista. O marcador de página reúne seis contos deste autor cada vez mais cultuado no Ocidente, traduzidos diretamente do russo por Maria Aparecida B. P. Soares.
A margem esquerda
Contos de Kolimá 2
Tradução de Cecília Rosas
Prefácio de Roberto Saviano
A margem esquerda é o segundo volume dos Contos de Kolimá, série em que Varlam Chalámov (1907-1982) narra a sua experiência como prisioneiro nos terríveis campos de trabalhos forçados do regime stalinista na Sibéria oriental. O título faz referência à margem do rio Kolimá onde se situava o hospital central dos gulags da região, local onde o autor, após dez anos de pena, conseguiu emprego como paramédico e assim garantiu a própria sobrevivência. O volume inclui um prefácio de Roberto Saviano, em que o autor de Gomorra conta o profundo impacto que a obra de Chalámov teve em sua vida.
O artista da pá
Contos de Kolimá 3
Tradução de Lucas Simone
Posfácio de Varlam Chalámov
Considerado "o maior escritor do século XX" pela vencedora do Prêmio Nobel de Literatura de 2015, Svetlana Aleksiévitch, Varlam Chalámov (1907-1982) registra nos 28 contos de O artista da pá a luta pela sobrevivência no contexto de uma das maiores tragédias da humanidade: os campos de trabalhos forçados na União Soviética stalinista, onde morreram milhões de pessoas. Seu estilo seco e objetivo - descrito pelo próprio autor no ensaio "Sobre a prosa", recolhido ao final deste terceiro volume da série Contos de Kolimá - expõe os detalhes de cada situação vivida por ele e seus colegas de prisão, deixando uma marca indelével na memória dos leitores.
O tradutor cleptomaníaco
e outras histórias de Kornél Esti
Tradução de Ladislao Szabo
O tradutor cleptomaníaco reúne treze histórias de Dezsö Kosztolányi (1885-1936), um mestre do conto e atualmente um dos nomes mais cultuados da literatura húngara. Publicadas nos anos 1930, as narrativas aqui selecionadas têm em comum o personagem Kornél Esti - boêmio frequentador dos cafés de Budapeste e alter ego do escritor - e uma forma leve, desconcertante e irônica de abordar as grandes questões da vida moderna.
Novela publicada originalmente em 1925, O amor de Mítia é uma das obras-primas de Ivan Búnin (1870-1953), o primeiro escritor russo a receber o Prêmio Nobel de Literatura. Autor refinado que se exilou em Paris após a Revolução de 1917, admirado por Thomas Mann, Vladímir Nabókov e André Gide, entre muitos outros, Búnin apresenta aqui uma história de amor com final trágico, considerada por Boris Schnaiderman um dos textos mais vigorosos que ele já traduziu.
O adolescente
Tradução de Paulo Bezerra
Ilustrado com os manuscritos do autor
O adolescente, publicado em 1875, é um dos cinco grandes romances de maturidade de Dostoiévski, ao lado de Crime e castigo, O idiota, Os demônios e Os irmãos Karamazov. Mesmo sendo o menos conhecido dentre eles - devido à incompreensão da crítica do século XIX, que não entendeu sua estrutura moderna, fragmentária, baseada nas memórias do protagonista -, a obra revela toda a genialidade do escritor, então no auge de seu talento.
Clássicos do conto russo
Organização de Arlete Cavaliere
Tradução de Boris Schnaiderman, Paulo Bezerra, Tatiana Belinky e outros
Edição de bolso
Apresentação de Arlete Cavaliere
Reunindo doze dos maiores escritores dos séculos XIX e XX e 24 histórias, a antologia Clássicos do conto russo é uma excelente introdução a uma das literaturas que mais têm fascinado o leitor contemporâneo. De Púchkin à Bábel, passando por Gógol, Turguêniev, Dostoiévski, Tolstói, Leskov, Tchekhov, Górki, Búnin, Andrêiev e Bulgákov, esta coletânea mescla textos famosos - como "Diário de um louco", de Gógol, e "O Grande Inquisidor", de Dostoiévski - com contos inéditos no Brasil - como "O espírito da senhora Genlis", de Leskov, e "Cenas de Moscou", de Bulgákov -, todos eles traduzidos diretamente do russo e acompanhados por uma pequena biografia de cada autor.
Contos de Kolimá
Tradução de Denise Sales, Elena Vasilevich
Apresentação de Boris Schnaiderman Prefácio de Irina P. Sirotínskaia
Publicado com o apoio do Instituto de Tradução da Rússia
Entre o final dos anos 1920 e o pós-guerra, milhões de pessoas foram deportadas e morreram nos campos de trabalhos forçados soviéticos. Em Kolimá, região desolada no nordeste da Sibéria, "onde um cuspe congela no ar antes de tocar a terra", localizavam-se alguns desses campos, e num deles o escritor russo Varlam Chalámov (1907-1982) cumpriu pena por quase duas décadas, cavando buracos, abrindo estradas e quebrando pedras. Ao final desse período, retorna a Moscou e já no ano seguinte começa a escrever sua obra-prima, os Contos de Kolimá. Após este primeiro volume se seguiram mais cinco, constituindo uma obra monumental, com mais de 2 mil páginas, trabalho que lhe tomaria outros vinte anos e no qual a escavação profunda da memória, o relato autobiográfico sem floreios, é acompanhado a cada passo por uma aguda reflexão filosófica sobre os limites do ser humano em face de experiência tão brutal.