Literatura estrangeira
195 títulos
Os Contos de Canterbury
Tradução de Paulo Vizioli
Edição bilíngue - português/inglês
Posfácio e notas adicionais de José Roberto O'Shea
Xilogravuras da edição de William Caxton de 1483
Xilogravuras da edição de William Caxton de 1483
Os Contos de Canterbury, escritos entre 1386 e 1400, são o primeiro grande clássico da literatura em língua inglesa. Nesta obra, permeada de lirismo e humor, trinta peregrinos - entre os quais se inclui o próprio autor, Geoffrey Chaucer - partem em romaria para a catedral de Canterbury e durante a viagem contam, cada um à sua maneira, uma história para entreter o grupo, iluminando de maneira fascinante as diversas facetas da vida medieval. A presente edição, bilíngue, traz a premiada tradução em prosa de Paulo Vizioli, realizada diretamente a partir do original em inglês médio, além de notas adicionais e um posfácio redigidos por José Roberto O'Shea, professor-titular de literatura inglesa da UFSC, e as xilogravuras realizadas para a primeira edição ilustrada do livro, impressa por William Caxton em 1483.
Dostoiévski-trip é uma excelente introdução ao universo de Vladímir Sorókin, um dos nomes mais importantes - e radicais - da literatura russa contemporânea. Na peça, um grupo de sete junkies aguarda a chegada de um traficante com os últimos "lançamentos" do mercado. No caso, as drogas correspondem aos grandes (e às vezes médios) autores da prosa mundial. Ao ingerirem uma dose de Dostoiévski, os personagens são transportados para uma famosa cena do romance O idiota, à qual se segue uma impressionante bad-trip final - lírica, visceral e catártica.
Sorókin é um dos autores confirmados para a Flip 2014.
Sorókin é um dos autores confirmados para a Flip 2014.
A máquina do bem e do mal e outros contos
Tradução de Sérgio Molina, Rubia Prates Goldoni
Prefácio de Ricardo Piglia
Organização de Sérgio Molina
Rodolfo Walsh (1927-1977) é um dos mais importantes nomes da literatura argentina, célebre pelo modo como articulou compromisso político e experimentação formal em sua obra. O presente volume, juntamente com Essa mulher e outros contos e Variações em vermelho, já lançados pela Editora 34, vem completar a publicação no Brasil dos contos completos do autor. Das primeiras narrativas publicadas no início dos anos 1950, sob a influência de Jorge Luis Borges, até o conto-título "A máquina do bem e do mal", um impagável quadro da marginália portenha, passando pelos casos policiais do delegado Laurenzi, o livro traça um amplo panorama da obra de Walsh, um escritor que, como afirma Ricardo Piglia no prefácio, foi "capaz de escrever em todos os registros da língua".
Viagem ao Harz
da obra <em>Reisebilder</em> (Quadros de viagem)
Tradução de Mauricio Mendonça Cardozo
Texto em apêndice de Théophile Gautier
Posfácio de Sandra M. Stroparo
Heinrich Heine (1797-1856) é um dos maiores poetas alemães, ao lado de Goethe e Schiller. A Viagem ao Harz, publicada em 1826, é a primeira parte de seus célebres Reisebilder [Quadros de viagem], inéditos no Brasil. A viagem, porém, é mais um fio condutor do que o tema central do livro, que inclui poemas, reflexões sobre a vida, arte e política, relatos de sonhos, descrições de paisagens, lugares e pessoas que encontra pelo caminho. Além da inspirada tradução de Mauricio Mendonça Cardozo, o volume inclui o prefácio de Heine à edição francesa de suas obras, um estudo de Sandra M. Stroparo e o célebre ensaio de Théophile Gautier sobre o poeta alemão, escrito em 1856.
Memórias de um caçador
Tradução de Irineu Franco Perpetuo
Publicado em 1852, Memórias de um caçador obteve de imediato grande sucesso tanto na Rússia como na Europa, onde foi traduzido para o francês, o alemão e o inglês, abrindo pela primeira vez as portas do Ocidente para a literatura russa. O estilo refinado de Turguêniev, e suas descrições memoráveis das paisagens e dos homens do povo encontrados nas perambulações do narrador pelo interior da Rússia, cativaram o público de tal forma que a obra tornou-se peça-chave no movimento pela emancipação dos servos naquele país. Além de consagrar Turguêniev como um dos grandes ficcionistas russos, os 25 contos reunidos pelo autor tornaram-se um paradigma para os escritores da posteridade, de Górki e Tchekhov a Conrad e Hemingway.
Ao voltar de uma longa viagem à colônia penal da ilha de Sacalina, Tchekhov passa a residir em Moscou. Ali, nas redondezas de sua casa na rua Málaia Dmítrovka, ambientaria a novela Três anos. Publicada em 1895, a obra acompanha os primeiros anos de casamento de Iúlia Belavina, filha de um médico da província, com Aleksei Láptiev, de uma família de prósperos comerciantes moscovitas.
Romeu e Julieta na aldeia
Tradução de Marcus Vinicius Mazzari
Ilustrações de Karl Walser
Texto em apêndice de Robert Walser
Obra publicada com o apoio da Fundação Suíça para a Cultura Pro Helvetia
Inspirado em um fato verídico, ocorrido no interior da Alemanha em 1847, o grande escritor suíço Gottfried Keller (1819-1890) criou seu Romeu e Julieta na aldeia. A narrativa foi publicada pela primeira vez em 1856, no volume A gente de Seldvila, tido por Nietzsche como um "tesouro da prosa alemã". Ao atualizar a tragédia de Shakespeare e enraizá-la numa aldeia suíça, Keller concebeu uma novela de ressonância universal, considerada por Lukács e Benjamin, entre outros, como um dos exemplos mais perfeitos de seu gênero.
Cândido ou o otimismo
Tradução de Samuel Titan Jr.
Ilustrações de Paul Klee
Ensaio de Italo Calvino
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Obra-prima da ficção de Voltaire, Cândido ou o otimismo foi publicado em 1759 e se converteu no ato em um best seller europeu. Com pluma ligeira e afiada, o grande filósofo do Iluminismo recolhe a história recente de sua época, como o terremoto de Lisboa em 1755 e a Guerra dos Sete Anos (1756-63), e narra as aventuras de um jovem que percorre três continentes numa sucessão vertiginosa de desgraças, fugas e suplícios, sempre acreditando, apesar das evidências, que este é "o melhor dos mundos possíveis". Esta nova tradução, que capta todo o brilho do original, vem acompanhada dos belos desenhos de Paul Klee e de um inspirado posfácio de Italo Calvino.
Vencedor do Prêmio Goncourt 2012, este romance de Jérôme Ferrari - um dos principais nomes da literatura francesa contemporânea - traz a história de dois amigos que renunciam aos estudos de filosofia em Paris para assumir a gerência de um bar na Córsega. Mas, sobre este próspero paraíso etílico, em pleno verão da ilha, acabam se abatendo tanto as pequenas misérias da vida local como os fantasmas das grandes catástrofes da humanidade.
Bobók
Tradução de Paulo Bezerra
Ilustrações de Oswaldo Goeldi
Posfácio e notas de Paulo Bezerra; texto de Mikhail Bakhtin
Mais do que uma resposta de Dostoiévski aos críticos de seu romance Os demônios (1871), o conto Bobók, publicado no Diário de um escritor em 1873, é considerado por Mikhail Bakhtin "um microcosmo de toda a sua obra", pois concentra, no tempo brevíssimo de um "diálogo de mortos" num cemitério, os procedimentos fundamentais de sua literatura. Além da análise de Bakhtin, o volume inclui posfácio do tradutor Paulo Bezerra e oito desenhos de Oswaldo Goeldi.
O Livro do Travesseiro
Organização de Madalena Hashimoto Cordaro
Tradução de Geny Wakisaka, Junko Ota, Madalena Hashimoto Cordaro, Lica Hashimoto, Luiza Nana Yoshida
Escrito no século X em Quioto por Sei Shônagon, dama da corte da Imperatriz Teishi, O Livro do Travesseiro é a principal obra da literatura clássica japonesa. Composto por mais de trezentos textos curtos - que podem ser lidos em sequência ou com a liberdade do acaso -, o livro compõe um verdadeiro inventário da cultura do Japão feudal, vista pelo olhar poético de uma grande escritora. A presente tradução foi realizada durante mais de dez anos por uma equipe de professoras do Centro de Estudos Japoneses da USP.
"Sem forma revolucionária não há arte revolucionária". A célebre frase do poeta russo Vladímir Maiakóvski (1893-1930) define muito bem um de seus textos teatrais mais conhecidos, Mistério-bufo (1921). A presente edição traz pela primeira vez ao público brasileiro a versão final da peça, reelaborada pelo autor após sua estreia em 1918. Traduzido diretamente do original por Arlete Cavaliere, professora da USP, o texto é uma fantasia alegórica da Revolução Russa e de seus primeiros desdobramentos, escrito no calor da hora, e sintetiza uma série das experimentações de vanguarda do poeta.