Obras completas de Rabelais
Caixa com três volumes:
<em>Pantagruel e Gargântua</em>
<em>Terceiro, Quarto e Quinto livros de Pantagruel</em>
<em>O ciclo de Gargântua e outros escritos</em>
Reunindo a obra completa do genial escritor francês François Rabelais (1483?-1553), esta coleção traz a primeira tradução integral ao português, realizada por Guilherme Gontijo Flores, desta que é uma das criações mais originais da cultura do Renascimento na Europa. O primeiro volume, com as célebres gravuras de Gustave Doré, apresenta as clássicas histórias de Pantagruel (1532) e Gargântua (1534), narrando as peripécias dos dois gigantes comilões e beberrões por Paris e outros locais. O segundo, também ilustrado por Doré, traz a continuação das hilárias aventuras e viagens de Pantagruel em três livros publicados em 1546, 1552 e 1564, respectivamente, o último onze anos após a morte do autor. O volume final, constituído de uma verdadeira miscelânia de escritos de Rabelais, quase todos inéditos no Brasil, se inicia com o chamado “Ciclo de Gargântua” (1532 e 1533), com a história do nascimento do personagem e os serviços que prestou ao rei Artur, passa por diversos almanaques, prognosticações, cartas e poemas do humanista francês, incluindo até um Tratado do bom uso de vinho, até fechar com as bizarras ilustrações do livro Sonhos bufonescos de Pantagruel, publicado em 1565.
Compostas no século VIII a.C., a Ilíada e a Odisseia são consideradas o marco inaugural da literatura ocidental. Tradicionalmente atribuídas a Homero, as obras abordam o período de algumas semanas no último ano da Guerra de Troia, durante o cerco final dos contingentes gregos à cidadela do rei Príamo, na Ásia Menor, no caso da Ilíada, e o atribulado retorno de Odisseu à Ítaca após a guerra, narrado na Odisseia. As belas traduções de Trajano Vieira, professor livre-docente da Unicamp e premiado tradutor, rigorosamente metrificadas, buscam recriar em nossa língua a excelência dos versos gregos originais, com seus símiles e invenções vocabulares. As presente edições, bilíngues, trazem ainda uma série de aparatos, como índices onomásticos completos, mapas, excertos da crítica, sumários dos cantos, além dos célebres ensaios de Simone Weil, “A Ilíada ou o poema da força”, e de Italo Calvino, “As odisseias na Odisseia”.
Considerado o último grande poema dos tempos modernos e o maior clássico da literatura alemã, o Fausto de Goethe está para a modernidade assim como a Divina Comédia de Dante para a Idade Média: representa não só a criação máxima de seu autor, mas a suma do conhecimento e das aspirações de sua época. A presente reunião das duas partes do Fausto, bilíngue, traz ao leitor brasileiro a rigorosa tradução de Jenny Klabin Segall, acrescida de apresentação, comentários e notas de Marcus Vinicius Mazzari, o maior especialista brasileiro na obra goethiana. Além disso, traz ainda as famosas ilustrações do luminar do romantismo francês Eugène Delacroix (Primeira parte) e do grande expressionista alemão Max Beckmann (Segunda parte), tornando esta a mais completa edição da obra-prima de Goethe em nosso país.
Publicados originalmente em 1605 e 1615, respectivamente, os dois volumes do D. Quixote chegam finalmente à nossa língua numa versão que faz jus à riqueza do original. Estas traduções, realizadas por Sérgio Molina a partir das mais abalizadas edições críticas da obra, reproduzem o ritmo, as modulações e os matizes cômicos característicos de Cervantes, recuperando para o leitor de hoje toda a graça e o encantamento deste que é considerado o primeiro romance moderno. As presentes edições, as únicas bilíngues português-espanhol, contam ainda com as célebres ilustrações de Gustave Doré e apresentações da mais importante cervantista brasileira, Maria Augusta da Costa Vieira.
Terceiro e último volume das Obras completas de Rabelais publicadas pela Editora 34, O ciclo de Gargântua e outros escritos apresenta uma verdadeira miscelânea de narrativas, almanaques, cartas, versos, textos em prosa e tratados atribuídos ao autor, quase todos inéditos em português. Do chamado “Ciclo de Gargântua”, que inclui as Grandes crônicas e O verdadeiro Gargântua, publicados em 1532 e 1533, até o Tratado do bom uso de vinho e os 120 bizarros desenhos do livro Sonhos bufonescos de Pantagruel, lançado em 1565, doze anos após a morte de Rabelais, a coletânea oferece ao leitor uma oportunidade de se conhecer as múltiplas facetas desse inimitável humanista francês. Assim como nos volumes anteriores, os variados registros de linguagem de Rabelais são aqui recriados de forma brilhante pelo premiado tradutor Guilherme Gontijo Flores, autor também das notas introdutórias que abrem cada seção do livro.
Este terceiro volume do Teatro completo de Eurípides, bilíngue, com traduções e estudos de Jaa Torrano, professor titular de Língua e Literatura Grega da USP, reúne três peças encenadas entre 424 e 415 a.C. Em As Suplicantes o conflito se instaura entre o dever de dar sepultura apropriada aos guerreiros de Argos que pereceram no ataque a Tebas e o risco de incorrer em novas disputas políticas. Já em Electra, a peça abre com a protagonista vivendo longe do palácio real, após a morte de seu pai Agamêmnon; com a chegada do irmão Orestes, este e Electra tramam uma vingança contra os responsáveis pelo assassinato do pai. Em Héracles, depois de resgatar o pai, a esposa e os filhos que se encontram ameaçados de morte pelo usurpador do trono de Tebas, o herói, que acabara de cumprir o último de seus doze trabalhos, é visitado pela deusa Fúria, causando uma reviravolta surpreendente no enredo da peça.
Organizado por Susan Dick, este volume reúne todos os contos e esquetes de Virginia Woolf (1882-1941), num total de 46 histórias, desde “Phyllis e Rosamond”, de 1906, até “O lugar da aguada”, escrito semanas antes de sua morte. Com sua prosa lírica, súbitas mudanças de perspectiva e mergulhos profundos no mundo interior das personagens, Virginia ajudou a revolucionar a arte de narrar no século XX. A autora inglesa foi também pioneira na causa feminista, ao favorecer o ponto de vista das mulheres para desafiar, com coragem e ironia, os privilégios masculinos. Estes e outros aspectos de sua prosa são analisados no prefácio inédito do poeta Leonardo Fróes, escrito especialmente para esta nova edição, revista e anotada, de sua já consagrada tradução.
Depois de levar a arte do romance ao seu apogeu com Guerra e paz e Anna Kariênina, Lev Tolstói, no auge de sua fama, dedicou-se a buscar uma forma minimalista, capaz de condensar nas poucas páginas de uma novela toda a riqueza e a complexidade de suas grandes criações. Concebido ao longo de mais de uma década e publicado somente em 1911, um ano após a morte do autor, O cupom falso está estruturado em duas partes simétricas. Se, na primeira, a falsificação de um cupom monetário por um jovem estudante dispara uma sequência de acontecimentos catastróficos envolvendo múltiplos personagens, na segunda parte assistimos ao movimento reverso, em que as ações humanas passam do mal à redenção.
A peça Rei Lear, que estreou em Londres em 1606, é uma das maiores criações de William Shakespeare (1564-1616) e um dos pontos culminantes da dramaturgia mundial. A tragédia do octogenário rei bretão tem início quando este decide abdicar do trono e partilhar seu reino entre as três filhas, equiparando a herança de cada uma ao afeto que lhe demonstram. A trama ganha cor e relevo extraordinários nesta edição bilíngue com a apurada tradução de Rodrigo Lacerda — premiado escritor e tradutor, autor também de um valioso posfácio a iluminar os temas centrais da obra e o contexto da época —, que resultou num texto extremamente fiel ao original e apto a ser lido com beleza e fluência, seja por atores em cena, seja pelo leitor solitário no palco de sua imaginação.
Este volume bilíngue é o segundo dos seis que formam o Teatro completo de Eurípides (c. 480-406 a.C.), coleção que reunirá as dezenove peças do autor que sobreviveram até os nossos dias. O volume II inclui as tragédias Os Heraclidas (c. 430 a.C.), Hipólito (428 a.C.), Andrômaca (c. 425 a.C.) e Hécuba (c. 424 a.C.). Com protagonistas femininas marcantes e a representação de indivíduos que se manifestam “em oposição sistemática contra as ordens estabelecidas”, a obra de Eurípides continua a comover e a interrogar seus leitores cerca de 25 séculos depois de ter sido criada. Como no volume I, a tradução precisa de Jaa Torrano, professor titular de Língua e Literatura Grega da USP, vem acompanhada de estudos introdutórios sobre cada uma das peças.
Considerada a mais importante obra em prosa de Púchkin, o romance histórico A filha do capitão foi publicado em 1836, meses antes da morte do autor em um duelo. O livro narra a história de um jovem oficial que é enviado para uma distante fortaleza do Império Russo e se apaixona pela filha do comandante local, quando irrompe a revolta camponesa de 1773 liderada por Emelian Pugatchóv, um cossaco que reivindicava o poder passando-se pelo falecido tsar Pedro III, marido de Catarina, a Grande. Nesta nova edição desse clássico da literatura, a consagrada tradução de Boris Schnaiderman é complementada por um prefácio de Otto Maria Carpeaux e pelos capítulos iniciais da História de Pugatchóv, de 1834, o único estudo histórico que Púchkin publicou em vida.
Um dos principais poetas líricos da Grécia antiga, ao lado de Safo, Píndaro e outros, Anacreonte nasceu em Teos, no século VI a.C., viveu em Samos e Atenas, e conquistou enorme fama ainda em vida, cantando os prazeres do amor e do vinho. Sua vasta obra foi organizada em cinco livros no período helenístico, dos quais sobreviveram apenas fragmentos. Esta é a primeira reunião em língua portuguesa da totalidade desses fragmentos, bem como das Anacreônticas, o corpus de poemas tardios, anônimos, feitos em sua homenagem ou imitando seu estilo. Responsável pela tradução e apresentação da obra, Leonardo Antunes, professor de língua e literatura grega na UFRGS, tece também comentários detalhados a cada poema ou fragmento, sempre lastreado pelo rigor do pesquisador acadêmico e pela sensibilidade do tradutor que é também músico e poeta.