Editora 34
Áreas de Interesse

Literatura Estrangeira

219 títulos

Viva!
Tradução de Marília Scalzo
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Apresentação de
Alberto Manguel
Neste extraordinário "romance sem ficção", Patrick Deville, um dos mais criativos nomes da literatura francesa contemporânea, retraça a trajetória de personagens-chave do século XX, que se cruzam no México do final da década de 1930 fugindo dos totalitarismos que assombram a Europa. A chegada de Trótski, em janeiro de 1937, aciona mais um giro na roda da história, movimentando uma constelação de artistas, escritores e revolucionários que incluem Frida Kahlo, Diego Rivera, Tina Modotti, André Breton e o assassino de Trótski, Ramón Mercader. Em paralelo, são resgatadas as aventurosas vidas de Malcolm Lowry - lutando para criar sua obra-prima, À sombra do vulcão -, Graham Greene, Antonin Artaud e o misterioso B. Traven, autor de O tesouro de Sierra Madre.
Obra que inspirou o filme Youth Without Youth, de Francis Ford Coppola, Uma outra juventude nos revela uma faceta pouco conhecida do pai da moderna História das Religiões, Mircea Eliade (1907-1986): a de um inventivo escritor de ficção. Mesclando romance de espionagem e literatura fantástica, a narrativa traz a história de um grande linguista que, atingido por um raio, rejuvenesce e passa a ser perseguido pelos nazistas, interessados nas extraordinárias capacidades mentais que ele adquire. O volume, traduzido diretamente do romeno por Fernando Klabin, se completa com outra novela curta, Dayan, em que um jovem matemático, auxiliado pela lendária figura do Judeu Errante, tenta decifrar o famoso teorema da incompletude de Gödel.
Ensaios
Tradução de Sérgio Milliet
O Ensaio Dos coxos Livro III é leitura obrigatória para o Vestibular da UFPR 2026 curso Filosofia
Edição integral
Revisão técnica e notas adicionais de Edson Querubini
Apresentação de Andre Scoralick
Obra-chave do pensamento ocidental, os Ensaios de Montaigne, publicados na França entre 1580 e 1588, tornaram célebre seu autor, inspiraram os filósofos do Iluminismo e criaram um novo gênero literário. Ao falar de si mesmo com uma franqueza e liberdade que até hoje nos tocam, Michel de Montaigne (1533-1592), um homem do Renascimento, fala na verdade da condição humana, com reflexões sobre a psicologia, a educação, a ética e a política. Esta tradução integral de Sérgio Milliet, um dos grandes intelectuais brasileiros do século XX - que busca, em sua elegância e fluência, sempre a fidelidade ao espírito do original -, é apresentada aqui com a rigorosa revisão técnica de Edson Querubini, um dos principais especialistas em Montaigne no Brasil.
Fedro
Tradução de José Cavalcante de Souza
Edição bilíngue - português/grego
Posfácio e notas de José Trindade Santos
Em Fedro, Platão (428-347 a.C.) nos coloca diante de três discursos sobre o amor - o do orador Lísias, retomado por Fedro, e os dois de Sócrates -, proferidos durante uma caminhada fora dos muros de Atenas. Neste belo diálogo, se discute não apenas Eros, mas a natureza da própria arte retórica, da memória e da escrita. Com tradução inédita de José Cavalcante de Souza, um dos fundadores da área de Estudos Clássicos no Brasil, o volume, bilíngue, conta com um texto de apresentação do próprio tradutor, além de ensaio e notas do helenista português José Trindade Santos.
O Banquete
Tradução de José Cavalcante de Souza
Edição bilíngue - português/grego
O Banquete é um dos diálogos mais célebres de Platão (428-347 a.C.). Ambientado durante um jantar oferecido pelo poeta Agatão em Atenas, põe em cena Sócrates, Aristófanes e outros convivas enfrentando-se em uma competição: cada um deve fazer um discurso de elogio à figura de Eros, o deus do amor. A consagrada tradução de José Cavalcante de Souza, acompanhada de notas e um alentado ensaio, é apresentada agora em edição revista e bilíngue, colocando novamente à disposição do leitor um dos trabalhos fundadores dos Estudos Clássicos no Brasil.
Crime e castigo
Tradução de Paulo Bezerra
Gravuras de Evandro Carlos Jardim
Nova edição revista pelo tradutor em comemoração aos 150 anos da obra
Prêmio Paulo Rónai da Biblioteca Nacional de Melhor Tradução 2002
Publicado em 1866, Crime e castigo é a obra mais célebre de Fiódor Dostoiévski. Neste livro, Raskólnikov, um jovem estudante, pobre e desesperado, perambula pelas ruas de São Petersburgo até cometer um crime que tentará justificar por uma teoria: grandes homens, como César ou Napoleão, foram assassinos absolvidos pela História. Este ato desencadeia uma narrativa labiríntica que arrasta o leitor por becos, tabernas e pequenos cômodos, povoados de personagens que lutam para preservar sua dignidade contra as várias formas da tirania.
Esta é a primeira tradução direta da obra lançada no Brasil, e recebeu em 2002 o Prêmio Paulo Rónai de Tradução da Fundação Biblioteca Nacional.
Baseada em fatos reais, esta novela de Ivan Búnin (1870-1953), vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1933, revela toda a maestria deste autor que alia a grande tradição do realismo russo às experimentações narrativas da modernidade. Escrita em 1925 e publicada no ano seguinte em uma revista editada por emigrados em Paris, O processo do tenente Ieláguin apresenta a desconcertante história de amor e morte de uma atriz polonesa e um jovem oficial russo, reconstituída pelo caleidoscópio de depoimentos colhidos durante o julgamento do protagonista.
Uma história desagradável
Tradução de Priscila Marques
Posfácio de Aleksei Riémizov
Publicada em 1862, esta narrativa, contemporânea a Humilhados e ofendidos e Recordações da casa dos mortos, marca a presença de Dostoiévski no principal debate da época: as reformas que trouxeram, entre outras mudanças, a libertação dos servos na Rússia. Com a história tragicômica de um nobre que resolve entrar de penetra na festa de casamento de seu funcionário, o autor faz uma ácida crítica à estratificação e aos valores da sociedade de então. Trazendo a primeira tradução direta da novela no Brasil, o volume conta ainda com um pioneiro ensaio do escritor modernista russo Aleksei Riémizov, que procura analisar a complexa trama de referências da obra.
A exposição das rosas
e A família Tóth
Tradução de Aleksandar Jovanovic
Prefácio de Nelson Ascher
Este livro reúne as duas novelas mais conhecidas de um dos maiores escritores húngaros do século XX, István Örkény (1912-1979). Combinando ironia, nonsense e um gosto singular pelo grotesco e o tragicômico, "A família Tóth" apresenta a história de um major com trauma de guerra que leva à loucura a pacata família que o recebe durante sua licença médica, enquanto que "A exposição das rosas" traz a narrativa de um documentário da TV estatal húngara sobre os últimos dias de vida de três pacientes terminais: um obcecado linguista, um escritor boêmio e uma humilde florista.
O marcador de página
e outros contos
Tradução de Maria Aparecida B. Pereira Soares
Comparado hoje a Swift, Kafka, Borges e Beckett, Sigismund Krzyzanowski (1887 - 1950) não publicou nenhum livro em vida, e teve a obra descoberta somente trinta anos após sua morte. A razão disso foi que este grande escritor viveu sob um dos regimes mais severos da história, a União Soviética stalinista, e sua literatura, surpreendente e inclassificável, fugia completamente dos cânones do realismo socialista. O marcador de página reúne seis contos deste autor cada vez mais cultuado no Ocidente, traduzidos diretamente do russo por Maria Aparecida B. P. Soares.
A margem esquerda
Contos de Kolimá 2
Tradução de Cecília Rosas
Prefácio de Roberto Saviano
A margem esquerda é o segundo volume dos Contos de Kolimá, série em que Varlam Chalámov (1907-1982) narra a sua experiência como prisioneiro nos terríveis campos de trabalhos forçados do regime stalinista na Sibéria oriental. O título faz referência à margem do rio Kolimá onde se situava o hospital central dos gulags da região, local onde o autor, após dez anos de pena, conseguiu emprego como paramédico e assim garantiu a própria sobrevivência. O volume inclui um prefácio de Roberto Saviano, em que o autor de Gomorra conta o profundo impacto que a obra de Chalámov teve em sua vida.
O artista da pá
Contos de Kolimá 3
Tradução de Lucas Simone
Posfácio de Varlam Chalámov
Considerado "o maior escritor do século XX" pela vencedora do Prêmio Nobel de Literatura de 2015, Svetlana Aleksiévitch, Varlam Chalámov (1907-1982) registra nos 28 contos de O artista da pá a luta pela sobrevivência no contexto de uma das maiores tragédias da humanidade: os campos de trabalhos forçados na União Soviética stalinista, onde morreram milhões de pessoas. Seu estilo seco e objetivo - descrito pelo próprio autor no ensaio "Sobre a prosa", recolhido ao final deste terceiro volume da série Contos de Kolimá - expõe os detalhes de cada situação vivida por ele e seus colegas de prisão, deixando uma marca indelével na memória dos leitores.