Literatura Estrangeira
215 títulos
O Banquete é um dos diálogos mais célebres de Platão (428-347 a.C.). Ambientado durante um jantar oferecido pelo poeta Agatão em Atenas, põe em cena Sócrates, Aristófanes e outros convivas enfrentando-se em uma competição: cada um deve fazer um discurso de elogio à figura de Eros, o deus do amor. A consagrada tradução de José Cavalcante de Souza, acompanhada de notas e um alentado ensaio, é apresentada agora em edição revista e bilíngue, colocando novamente à disposição do leitor um dos trabalhos fundadores dos Estudos Clássicos no Brasil.
Crime e castigo
Tradução de Paulo Bezerra
Gravuras de Evandro Carlos Jardim
Nova edição revista pelo tradutor em comemoração aos 150 anos da obra
Prêmio Paulo Rónai da Biblioteca Nacional de Melhor Tradução 2002
Prêmio Paulo Rónai da Biblioteca Nacional de Melhor Tradução 2002
Publicado em 1866, Crime e castigo é a obra mais célebre de Fiódor Dostoiévski. Neste livro, Raskólnikov, um jovem estudante, pobre e desesperado, perambula pelas ruas de São Petersburgo até cometer um crime que tentará justificar por uma teoria: grandes homens, como César ou Napoleão, foram assassinos absolvidos pela História. Este ato desencadeia uma narrativa labiríntica que arrasta o leitor por becos, tabernas e pequenos cômodos, povoados de personagens que lutam para preservar sua dignidade contra as várias formas da tirania.
Esta é a primeira tradução direta da obra lançada no Brasil, e recebeu em 2002 o Prêmio Paulo Rónai de Tradução da Fundação Biblioteca Nacional.
Esta é a primeira tradução direta da obra lançada no Brasil, e recebeu em 2002 o Prêmio Paulo Rónai de Tradução da Fundação Biblioteca Nacional.
O processo do tenente Ieláguin
Tradução de Boris Schnaiderman
Baseada em fatos reais, esta novela de Ivan Búnin (1870-1953), vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1933, revela toda a maestria deste autor que alia a grande tradição do realismo russo às experimentações narrativas da modernidade. Escrita em 1925 e publicada no ano seguinte em uma revista editada por emigrados em Paris, O processo do tenente Ieláguin apresenta a desconcertante história de amor e morte de uma atriz polonesa e um jovem oficial russo, reconstituída pelo caleidoscópio de depoimentos colhidos durante o julgamento do protagonista.
Publicada em 1862, esta narrativa, contemporânea a Humilhados e ofendidos e Recordações da casa dos mortos, marca a presença de Dostoiévski no principal debate da época: as reformas que trouxeram, entre outras mudanças, a libertação dos servos na Rússia. Com a história tragicômica de um nobre que resolve entrar de penetra na festa de casamento de seu funcionário, o autor faz uma ácida crítica à estratificação e aos valores da sociedade de então. Trazendo a primeira tradução direta da novela no Brasil, o volume conta ainda com um pioneiro ensaio do escritor modernista russo Aleksei Riémizov, que procura analisar a complexa trama de referências da obra.
Este livro reúne as duas novelas mais conhecidas de um dos maiores escritores húngaros do século XX, István Örkény (1912-1979). Combinando ironia, nonsense e um gosto singular pelo grotesco e o tragicômico, "A família Tóth" apresenta a história de um major com trauma de guerra que leva à loucura a pacata família que o recebe durante sua licença médica, enquanto que "A exposição das rosas" traz a narrativa de um documentário da TV estatal húngara sobre os últimos dias de vida de três pacientes terminais: um obcecado linguista, um escritor boêmio e uma humilde florista.
Comparado hoje a Swift, Kafka, Borges e Beckett, Sigismund Krzyzanowski (1887 - 1950) não publicou nenhum livro em vida, e teve a obra descoberta somente trinta anos após sua morte. A razão disso foi que este grande escritor viveu sob um dos regimes mais severos da história, a União Soviética stalinista, e sua literatura, surpreendente e inclassificável, fugia completamente dos cânones do realismo socialista. O marcador de página reúne seis contos deste autor cada vez mais cultuado no Ocidente, traduzidos diretamente do russo por Maria Aparecida B. P. Soares.
A margem esquerda é o segundo volume dos Contos de Kolimá, série em que Varlam Chalámov (1907-1982) narra a sua experiência como prisioneiro nos terríveis campos de trabalhos forçados do regime stalinista na Sibéria oriental. O título faz referência à margem do rio Kolimá onde se situava o hospital central dos gulags da região, local onde o autor, após dez anos de pena, conseguiu emprego como paramédico e assim garantiu a própria sobrevivência. O volume inclui um prefácio de Roberto Saviano, em que o autor de Gomorra conta o profundo impacto que a obra de Chalámov teve em sua vida.
Considerado "o maior escritor do século XX" pela vencedora do Prêmio Nobel de Literatura de 2015, Svetlana Aleksiévitch, Varlam Chalámov (1907-1982) registra nos 28 contos de O artista da pá a luta pela sobrevivência no contexto de uma das maiores tragédias da humanidade: os campos de trabalhos forçados na União Soviética stalinista, onde morreram milhões de pessoas. Seu estilo seco e objetivo - descrito pelo próprio autor no ensaio "Sobre a prosa", recolhido ao final deste terceiro volume da série Contos de Kolimá - expõe os detalhes de cada situação vivida por ele e seus colegas de prisão, deixando uma marca indelével na memória dos leitores.
O cara mais esperto do Facebook
Tradução de Pedro Martins Criado
Posfácio de Sandra Hetzl
Autor convidado da FLIP 2016
Abud Said era um ferreiro que vivia numa pequena cidade no norte da Síria quando estourou a guerra civil em seu país. Munido de seu laptop e muito talento, ele decidiu começar a sua "revolução pessoal" no Facebook. Seus textos poéticos, críticos e provocativos chamaram a atenção e acabaram sendo publicados na Alemanha, onde ele vive hoje como asilado político. Publicado em inglês, alemão e espanhol, O cara mais esperto do Facebook chega agora ao português em tradução direta do árabe.
O tradutor cleptomaníaco reúne treze histórias de Dezsö Kosztolányi (1885-1936), um mestre do conto e atualmente um dos nomes mais cultuados da literatura húngara. Publicadas nos anos 1930, as narrativas aqui selecionadas têm em comum o personagem Kornél Esti - boêmio frequentador dos cafés de Budapeste e alter ego do escritor - e uma forma leve, desconcertante e irônica de abordar as grandes questões da vida moderna.
Novela publicada originalmente em 1925, O amor de Mítia é uma das obras-primas de Ivan Búnin (1870-1953), o primeiro escritor russo a receber o Prêmio Nobel de Literatura. Autor refinado que se exilou em Paris após a Revolução de 1917, admirado por Thomas Mann, Vladímir Nabókov e André Gide, entre muitos outros, Búnin apresenta aqui uma história de amor com final trágico, considerada por Boris Schnaiderman um dos textos mais vigorosos que ele já traduziu.
Um dos maiores poemas épicos da literatura ocidental - de uma tradição que inclui a Ilíada e a Odisseia de Homero, a Eneida de Virgílio e a Divina Comédia de Dante -, o Paraíso perdido foi publicado originalmente em 1667, na Inglaterra, em um período especialmente turbulento daquela nação. Seu autor, John Milton (1608-1674), foi um dos grandes intelectuais de seu tempo e destemido apoiador da Revolução Puritana inglesa, que depôs e executou o rei Carlos I e proclamou a República em 1649.
A presente edição, bilíngue, traz a elogiada tradução do premiado poeta português Daniel Jonas, que segue de perto a versificação e a musicalidade do original. Completam o volume as notas e o posfácio do tradutor, uma apaixonada apresentação do crítico Harold Bloom, e a fantástica série de cinquenta ilustrações de Gustave Doré, publicadas em 1866.
A presente edição, bilíngue, traz a elogiada tradução do premiado poeta português Daniel Jonas, que segue de perto a versificação e a musicalidade do original. Completam o volume as notas e o posfácio do tradutor, uma apaixonada apresentação do crítico Harold Bloom, e a fantástica série de cinquenta ilustrações de Gustave Doré, publicadas em 1866.