Editora 34
Áreas de Interesse

Literatura Estrangeira

219 títulos

O cara mais esperto do Facebook
Tradução de Pedro Martins Criado
Posfácio de Sandra Hetzl
Autor convidado da FLIP 2016
Abud Said era um ferreiro que vivia numa pequena cidade no norte da Síria quando estourou a guerra civil em seu país. Munido de seu laptop e muito talento, ele decidiu começar a sua "revolução pessoal" no Facebook. Seus textos poéticos, críticos e provocativos chamaram a atenção e acabaram sendo publicados na Alemanha, onde ele vive hoje como asilado político. Publicado em inglês, alemão e espanhol, O cara mais esperto do Facebook chega agora ao português em tradução direta do árabe.
O tradutor cleptomaníaco
e outras histórias de Kornél Esti
Tradução de Ladislao Szabo
O tradutor cleptomaníaco reúne treze histórias de Dezsö Kosztolányi (1885-1936), um mestre do conto e atualmente um dos nomes mais cultuados da literatura húngara. Publicadas nos anos 1930, as narrativas aqui selecionadas têm em comum o personagem Kornél Esti - boêmio frequentador dos cafés de Budapeste e alter ego do escritor - e uma forma leve, desconcertante e irônica de abordar as grandes questões da vida moderna.
O amor de Mítia
Tradução de Boris Schnaiderman
Indisponível Avise-me saiba mais
Novela publicada originalmente em 1925, O amor de Mítia é uma das obras-primas de Ivan Búnin (1870-1953), o primeiro escritor russo a receber o Prêmio Nobel de Literatura. Autor refinado que se exilou em Paris após a Revolução de 1917, admirado por Thomas Mann, Vladímir Nabókov e André Gide, entre muitos outros, Búnin apresenta aqui uma história de amor com final trágico, considerada por Boris Schnaiderman um dos textos mais vigorosos que ele já traduziu.
Paraíso perdido
Tradução de Daniel Jonas
Ilustrações de Gustave Doré
Edição bilíngue
Um dos maiores poemas épicos da literatura ocidental - de uma tradição que inclui a Ilíada e a Odisseia de Homero, a Eneida de Virgílio e a Divina Comédia de Dante -, o Paraíso perdido foi publicado originalmente em 1667, na Inglaterra, em um período especialmente turbulento daquela nação. Seu autor, John Milton (1608-1674), foi um dos grandes intelectuais de seu tempo e destemido apoiador da Revolução Puritana inglesa, que depôs e executou o rei Carlos I e proclamou a República em 1649.
A presente edição, bilíngue, traz a elogiada tradução do premiado poeta português Daniel Jonas, que segue de perto a versificação e a musicalidade do original. Completam o volume as notas e o posfácio do tradutor, uma apaixonada apresentação do crítico Harold Bloom, e a fantástica série de cinquenta ilustrações de Gustave Doré, publicadas em 1866.
Paisagens humanas do meu país é a obra máxima do poeta turco Nâzým Hikmet (1902-1963), que a ela dedicou cerca de 22 anos de trabalho, boa parte deles na prisão. Neste épico do século XX, que tem a Segunda Guerra Mundial como um de seus eixos narrativos, cruzam-se dezenas de destinos, das personagens mais desamparadas a poderosos magnatas e políticos corruptos, passando por um leque de figuras inesquecíveis. O resultado é um retrato comovente da conturbada história do nosso tempo, em se misturam lirismo, revolta e compaixão no mais alto grau. Um livro fora do comum, traduzido diretamente do original turco por Marco Syrayama de Pinto.
O adolescente
Tradução de Paulo Bezerra
Ilustrado com os manuscritos do autor
O adolescente, publicado em 1875, é um dos cinco grandes romances de maturidade de Dostoiévski, ao lado de Crime e castigo, O idiota, Os demônios e Os irmãos Karamazov. Mesmo sendo o menos conhecido dentre eles - devido à incompreensão da crítica do século XIX, que não entendeu sua estrutura moderna, fragmentária, baseada nas memórias do protagonista -, a obra revela toda a genialidade do escritor, então no auge de seu talento.
Hipólito
Tradução de Trajano Vieira
Edição bilíngue - português/grego
Ensaio de Bernard Knox
O Hipólito, de Eurípides, estreou nas Dionísias de Atenas em 428 a.C., recebendo o primeiro prêmio do festival. A trama da peça é ambientada em Trezena, onde o jovem protagonista vive com seu pai, Teseu, e a madrasta, Fedra. O casto Hipólito é devoto da deusa da caça, Ártemis, o que provoca a ira de Afrodite, deusa do amor. Esta, para se vingar, faz Fedra se apaixonar pelo enteado. A partir deste enredo, onde se contrapõem honra e traição, Eurípides constrói de forma engenhosa sua tragédia com uma série de pares opostos: Hipólito e Teseu; Fedra e a nutriz (sua criada); Afrodite e Ártemis; além de dois coros: o das mulheres de Trezena e o dos servos de Hipólito. A presente edição, bilíngue, traz, além da esmerada recriação poética de Trajano Vieira, uma elucidativa análise da peça realizada por Bernard Knox - um dos grandes helenistas do século XX.
Clássicos do conto russo
Organização de Arlete Cavaliere
Tradução de Boris Schnaiderman, Paulo Bezerra, Tatiana Belinky e outros
Edição de bolso
Apresentação de Arlete Cavaliere
Reunindo doze dos maiores escritores dos séculos XIX e XX e 24 histórias, a antologia Clássicos do conto russo é uma excelente introdução a uma das literaturas que mais têm fascinado o leitor contemporâneo. De Púchkin à Bábel, passando por Gógol, Turguêniev, Dostoiévski, Tolstói, Leskov, Tchekhov, Górki, Búnin, Andrêiev e Bulgákov, esta coletânea mescla textos famosos - como "Diário de um louco", de Gógol, e "O Grande Inquisidor", de Dostoiévski - com contos inéditos no Brasil - como "O espírito da senhora Genlis", de Leskov, e "Cenas de Moscou", de Bulgákov -, todos eles traduzidos diretamente do russo e acompanhados por uma pequena biografia de cada autor.
Poética
Tradução de Paulo Pinheiro
Edição bilíngue - português/grego
O primeiro e mais importante tratado sobre as formas literárias da tradição ocidental, a Poética de Aristóteles (384-322 a.C.) não tem deixado de ser lida e interpretada ao longo de seus 23 séculos de existência. A presente tradução de Paulo Pinheiro, professor de Estética e Filosofia, rigorosamente amparada em notas e atenta às pesquisas mais recentes, faz reviver o texto original de maneira clara e profunda, numa edição bilíngue voltada tanto para estudantes como para leitores já iniciados na matéria.
Contos de Kolimá
Tradução de Denise Sales, Elena Vasilevich
Apresentação de Boris Schnaiderman Prefácio de Irina P. Sirotínskaia
Publicado com o apoio do Instituto de Tradução da Rússia
Entre o final dos anos 1920 e o pós-guerra, milhões de pessoas foram deportadas e morreram nos campos de trabalhos forçados soviéticos. Em Kolimá, região desolada no nordeste da Sibéria, "onde um cuspe congela no ar antes de tocar a terra", localizavam-se alguns desses campos, e num deles o escritor russo Varlam Chalámov (1907-1982) cumpriu pena por quase duas décadas, cavando buracos, abrindo estradas e quebrando pedras. Ao final desse período, retorna a Moscou e já no ano seguinte começa a escrever sua obra-prima, os Contos de Kolimá. Após este primeiro volume se seguiram mais cinco, constituindo uma obra monumental, com mais de 2 mil páginas, trabalho que lhe tomaria outros vinte anos e no qual a escavação profunda da memória, o relato autobiográfico sem floreios, é acompanhado a cada passo por uma aguda reflexão filosófica sobre os limites do ser humano em face de experiência tão brutal.
Um pequeno herói
Tradução de Fátima Bianchi
Ilustrações de Marcelo Grassmann
Escrita em 1849 - quando o autor estava preso, acusado de conspirar contra o tsar Nicolau I -, Um pequeno herói é uma das obras mais luminosas de Fiódor Dostoiévski e uma excelente introdução ao seu universo. Com uma prosa sensível e arrebatadora, a novela descreve o despertar do sentimento amoroso e da individualidade de um menino de onze anos. Em uma casa de campo nos arredores de Moscou, durante uma temporada de verão, a alta sociedade russa passa o tempo entre piqueniques, jogos de salão e bailes. Nesse cenário, Dostoiévski contrapõe a profundidade de sentimentos do menino ao mundo fútil e vazio das convenções sociais. Uma pequena joia a ser redescoberta na tradução, direta do russo, de Fátima Bianchi, ilustrada com gravuras de Marcelo Grassmann.
Carmen
Tradução de Samuel Titan Jr.
Ilustrações de Pablo Picasso
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Poucos textos do século XIX tiveram vida tão intensa, e extensa, como Carmen, a obra-prima de Prosper Mérimée (1803-1870), novela que deu origem à ópera homônima de Bizet e, mais recentemente, a adaptações para o cinema dirigidas por Jean-Luc Godard e Carlos Saura, entre outros. Na presente edição, a história de amor de dom José e da cigana Carmen ganha uma tradução à altura do estilo preciso, elegante e irônico, porém de grande ressonância dramática, do original francês. Samuel Titan Jr., professor de Teoria Literária da USP e autor da tradução, chama a atenção no posfácio para vários aspectos da obra, inclusive o notável paralelo entre Carmen e a Capitu do Dom Casmurro, de Machado de Assis.