Editora 34
Áreas de Interesse

Literatura Estrangeira

215 títulos

Fábulas
seguidas do <em>Romance de Esopo</em>
Tradução de André Malta, Adriane da Silva Duarte
Edição bilíngue - português/grego
Apresentação do
Romance de Esopo por
Adriane da Silva Duarte Seleção e apresentação das Fábulas por André Malta
Este livro reúne 75 das principais fábulas de Esopo (séculos VII-VI a.C.), acompanhadas do texto grego, na cuidadosa tradução de André Malta, que em sua apresentação demonstra que elas se destinavam não às crianças, mas à reflexão e ao deleite dos adultos. O volume se completa com a primeira tradução direta para o português, realizada por Adriane da Silva Duarte, do Romance de Esopo, a célebre biografia ficcional do fabulista, de autoria anônima, escrita por volta do século II d.C. Juntas, as duas partes do volume iluminam aspectos-chave do meio em que circulavam as histórias esópicas na Antiguidade.
Khadji-Murát
Tradução de Boris Schnaiderman
Inclui o ensaio
"Tolstói: antiarte e rebeldia",
de Boris Schnaiderman
Obra-prima de uma atualidade impressionante, a novela Khadji-Murát é o último livro de Tolstói e está à altura dos seus grandes romances Anna Kariênina e Guerra e paz. Centrado na figura do líder rebelde tchetcheno Khadji-Murát (1796-1852) - pela qual o escritor se interessou desde que serviu no Cáucaso como soldado, na juventude -, o livro narra em 25 capítulos curtos sua luta pela sobrevivência e pela afirmação dos valores de sua cultura. Com um ritmo fluente e vertiginoso, que lembra o cinema, Tolstói criou uma narrativa insuperável, um pequeno épico repleto de poesia, natureza, ação, lirismo, história e denúncia da violência. O volume inclui ainda o ensaio "Tolstói: antiarte e rebeldia", de Boris Schnaiderman, que discute a vida e a obra do grande escritor russo, e a importância de Khadji-Murát em sua produção.
A aranha negra
Tradução de Marcus Vinicius Mazzari
Obra publicada com o apoio da Fundação Suíça para a Cultura Pro Helvetia
Uma das novelas mais marcantes do século XIX, admirada por nomes como Thomas Mann, Walter Benjamin e Elias Canetti, A aranha negra foi escrita em 1842 por Jeremias Gotthelf, pseudônimo do pastor protestante suíço Albert Bitzius (1797-1854). Inspirada em lendas medievais, na Bíblia e nos surtos de peste negra que assolaram uma vila da região do Emmental nos séculos XIV e XV, a narrativa se inicia com uma festa de batizado e o relato da terrível história da aranha negra, que no passado aterrorizou e dizimou a população local após a quebra de um pacto com o diabo.
Contos reunidos
Organização de Fátima Bianchi
Tradução de Priscila Marques, Boris Schnaiderman, Paulo Bezerra, Fátima Bianchi
Esta coletânea reúne os 28 contos de Fiódor Dostoiévski (1821-1881), do primeiro ao último ano de sua trajetória como escritor, todos eles em traduções diretas do russo, incluindo vários textos inéditos no Brasil. Procurando ser fiel ao espírito de sua obra, foi utilizada aqui uma concepção ampla de "conto", que inclui também breves novelas, narrativas autônomas dentro de romances e peças jornalísticas com viés ficcional. O volume traz ainda uma bela apresentação de Fátima Bianchi, que analisa a importância das narrativas curtas na obra de Dostoiévski, versões alternativas de "O ladrão honrado" e "A mulher de outro e o marido debaixo da cama", e uma cronologia detalhada da vida do escritor, mapeando a produção de cada um de seus contos, novelas e romances.
A cena interior
Tradução de Samuel Titan Jr.
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Em 14 de agosto de 1943, Marcel Cohen, com cinco anos e meio, foi passear com sua babá em uma praça parisiense. Do outro lado da rua, ao retornar para casa, viu sua família, de judeus turcos emigrados, ser presa pelos nazistas. Todos eles, incluindo sua irmã recém-nascida, sua mãe, seu pai, seus tios e avós, acabariam mortos nos campos de concentração alemães. Setenta anos depois, já um escritor consagrado, Cohen publicou este livro impressionante, "feito de recordações e, em maior medida, de silêncio, de lacunas e de esquecimento", no qual procura recuperar a história de sua família por meio dos parcos objetos e fragmentos de memória que puderam escapar ao Holocausto.
As Conversas de refugiados foram escritas por Bertolt Brecht, um dos maiores dramaturgos do século XX, nos anos 1940, durante seu exílio na Finlândia e nos Estados Unidos, quando fugia do nazismo. Dando tratamento moderno a uma forma antiga - o diálogo platônico -, Brecht exerce aqui toda a inventiva que é a marca de suas peças. Pela primeira vez traduzidas para o português, as Conversas entre o pesquisador Ziffel e o operário Kalle tratam de um tema de urgente atualidade: a condição nômade, cheia de incertezas, de pessoas que precisam deixar para trás tudo o que têm, devido à guerra ou à perseguição política.
Ensaios sobre o mundo do crime
(Contos de Kolimá 4)
Tradução de Francisco de Araújo
Posfácio de Varlam Chalámov
Neste quarto volume dos Contos de Kolimá, Varlam Chalámov realiza um verdadeiro estudo sociológico sobre os criminosos comuns com quem conviveu nos terríveis campos de trabalhos forçados do regime stalinista. Em oito textos, o autor faz uma descrição perspicaz da cultura do mundo do crime, critica a romantização dos bandidos na literatura e mostra como o governo soviético muitas vezes se utilizou da "mão de obra" de delinquentes profissionais para reprimir e eliminar os prisioneiros políticos nos lagers russos. O volume inclui ainda um texto em que Chalámov lista as "lições" que aprendeu nos campos, além de uma carta a Soljenítsin em que delineia suas diferenças em relação ao autor de Arquipélago Gulag.
A ressurreição do lariço
(Contos de Kolimá 5)
Tradução de Daniela Mountian, Moissei Mountian, Marina Tenório
Posfácio de Varlam Chalámov
Em A ressurreição do lariço, quinto volume dos Contos de Kolimá, Varlam Chalámov (1907-1982) segue com a missão que ele se propôs após ter sobrevivido aos gulags russos: a de dar testemunho sobre o que viu nos campos de trabalhos forçados, onde morreram milhões de pessoas. São particularmente tocantes os contos em que o autor reconstitui a vida de prisioneiros - como um brilhante engenheiro, uma militante revolucionária, um ex-general do Exército Vermelho ou um diretor teatral de vanguarda - e sua luta para manter a dignidade em meio à barbárie. Fecha o volume um ensaio de Chalámov em que ele discute a literatura e o processo de criação dos Contos de Kolimá.
Viva!
Tradução de Marília Scalzo
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Apresentação de
Alberto Manguel
Neste extraordinário "romance sem ficção", Patrick Deville, um dos mais criativos nomes da literatura francesa contemporânea, retraça a trajetória de personagens-chave do século XX, que se cruzam no México do final da década de 1930 fugindo dos totalitarismos que assombram a Europa. A chegada de Trótski, em janeiro de 1937, aciona mais um giro na roda da história, movimentando uma constelação de artistas, escritores e revolucionários que incluem Frida Kahlo, Diego Rivera, Tina Modotti, André Breton e o assassino de Trótski, Ramón Mercader. Em paralelo, são resgatadas as aventurosas vidas de Malcolm Lowry - lutando para criar sua obra-prima, À sombra do vulcão -, Graham Greene, Antonin Artaud e o misterioso B. Traven, autor de O tesouro de Sierra Madre.
Obra que inspirou o filme Youth Without Youth, de Francis Ford Coppola, Uma outra juventude nos revela uma faceta pouco conhecida do pai da moderna História das Religiões, Mircea Eliade (1907-1986): a de um inventivo escritor de ficção. Mesclando romance de espionagem e literatura fantástica, a narrativa traz a história de um grande linguista que, atingido por um raio, rejuvenesce e passa a ser perseguido pelos nazistas, interessados nas extraordinárias capacidades mentais que ele adquire. O volume, traduzido diretamente do romeno por Fernando Klabin, se completa com outra novela curta, Dayan, em que um jovem matemático, auxiliado pela lendária figura do Judeu Errante, tenta decifrar o famoso teorema da incompletude de Gödel.
Ensaios
Tradução de Sérgio Milliet
O Ensaio Dos coxos Livro III é leitura obrigatória para o Vestibular da UFPR 2026 curso Filosofia
Edição integral
Revisão técnica e notas adicionais de Edson Querubini
Apresentação de Andre Scoralick
Obra-chave do pensamento ocidental, os Ensaios de Montaigne, publicados na França entre 1580 e 1588, tornaram célebre seu autor, inspiraram os filósofos do Iluminismo e criaram um novo gênero literário. Ao falar de si mesmo com uma franqueza e liberdade que até hoje nos tocam, Michel de Montaigne (1533-1592), um homem do Renascimento, fala na verdade da condição humana, com reflexões sobre a psicologia, a educação, a ética e a política. Esta tradução integral de Sérgio Milliet, um dos grandes intelectuais brasileiros do século XX - que busca, em sua elegância e fluência, sempre a fidelidade ao espírito do original -, é apresentada aqui com a rigorosa revisão técnica de Edson Querubini, um dos principais especialistas em Montaigne no Brasil.
Fedro
Tradução de José Cavalcante de Souza
Edição bilíngue - português/grego
Posfácio e notas de José Trindade Santos
Em Fedro, Platão (428-347 a.C.) nos coloca diante de três discursos sobre o amor - o do orador Lísias, retomado por Fedro, e os dois de Sócrates -, proferidos durante uma caminhada fora dos muros de Atenas. Neste belo diálogo, se discute não apenas Eros, mas a natureza da própria arte retórica, da memória e da escrita. Com tradução inédita de José Cavalcante de Souza, um dos fundadores da área de Estudos Clássicos no Brasil, o volume, bilíngue, conta com um texto de apresentação do próprio tradutor, além de ensaio e notas do helenista português José Trindade Santos.