Editora 34
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Literatura Estrangeira

215 títulos

Maksim Górki (1868-1936), autor de romances, peças teatrais e livros de memórias, é um dos grandes nomes da literatura russa, e seus contos foram admirados por escritores do porte de Tolstói e Tchekhov. Meu companheiro de estrada apresenta ao leitor brasileiro um conjunto de dezesseis narrativas curtas de Górki, redigidas entre 1894 e 1923, cuidadosamente selecionadas e traduzidas por Boris Schnaiderman. A coletânea é uma excelente introdução à obra deste autor que, vindo de uma família pobre, foi um revolucionário de primeira hora e soube retratar como ninguém as classes populares e os indivíduos marginalizados de seu país.
Os Contos de Canterbury
Tradução de Paulo Vizioli
Edição bilíngue - português/inglês
Posfácio e notas adicionais de José Roberto O'Shea
Xilogravuras da edição de William Caxton de 1483
Os Contos de Canterbury, escritos entre 1386 e 1400, são o primeiro grande clássico da literatura em língua inglesa. Nesta obra, permeada de lirismo e humor, trinta peregrinos - entre os quais se inclui o próprio autor, Geoffrey Chaucer - partem em romaria para a catedral de Canterbury e durante a viagem contam, cada um à sua maneira, uma história para entreter o grupo, iluminando de maneira fascinante as diversas facetas da vida medieval. A presente edição, bilíngue, traz a premiada tradução em prosa de Paulo Vizioli, realizada diretamente a partir do original em inglês médio, além de notas adicionais e um posfácio redigidos por José Roberto O'Shea, professor-titular de literatura inglesa da UFSC, e as xilogravuras realizadas para a primeira edição ilustrada do livro, impressa por William Caxton em 1483.
Dostoiévski-trip é uma excelente introdução ao universo de Vladímir Sorókin, um dos nomes mais importantes - e radicais - da literatura russa contemporânea. Na peça, um grupo de sete junkies aguarda a chegada de um traficante com os últimos "lançamentos" do mercado. No caso, as drogas correspondem aos grandes (e às vezes médios) autores da prosa mundial. Ao ingerirem uma dose de Dostoiévski, os personagens são transportados para uma famosa cena do romance O idiota, à qual se segue uma impressionante bad-trip final - lírica, visceral e catártica.
Sorókin é um dos autores confirmados para a Flip 2014.
Eneida
Organização de João Angelo Oliva Neto
Tradução de Carlos Alberto Nunes
Edição bilíngue - português/latim
Uma das maiores epopeias da história da literatura, a Eneida de Virgílio, publicada em 19 a.C., está para o mundo romano como a Ilíada e a Odisseia para o mundo grego - faz o inventário de seus mitos e avança concepções de mundo que iriam perdurar por mais de mil e quinhentos anos. Este volume traz a tradução de Carlos Alberto Nunes, a única realizada em nosso país no século XX, que verteu o original de forma rigorosa e inventiva: preservou as 9.826 linhas do poema e elegeu um verso de dezesseis sílabas para fazer jus à força épica do original. Organizada por João Angelo Oliva Neto, da Universidade de São Paulo, esta edição bilíngue (latim-português) inclui apresentação, notas e resumo das ações dos doze cantos da obra, entre outros aparatos. O resultado é um volume completo no qual o leitor pode acompanhar as múltiplas dimensões da aventura de Eneias.
Obras incompletas
Organização de Gérard Lebrun
Tradução de Rubens Rodrigues Torres Filho
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Seleção e ensaio de Gérard Lebrun Prefácio e revisão técnica de Márcio Suzuki Posfácio de Antonio Candido
Antologia primorosa dos escritos de Friedrich Nietzsche (1844-1900), reunindo passagens essenciais de todos os seus livros, estas Obras incompletas são, ao mesmo tempo, bem mais que isso: pela argúcia das escolhas do organizador Gérard Lebrun e pela beleza das traduções de Rubens Rodrigues Torres Filho, constituem uma introdução singular ao pensamento do grande filósofo alemão. Na contramão de todo didatismo simplificador, o que se desenha nestas páginas é menos um corpo de doutrina filosófica e mais um método de interrogação - de textos clássicos, de ideias feitas, da própria condição humana - que talvez seja o que há de mais precioso na obra de Nietzsche.
A melancolia diante do espelho
Tradução de Samuel Titan Jr.
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Fruto de uma série de aulas realizadas no Collège de France por Jean Starobinski, um dos maiores críticos literários da atualidade, A melancolia diante do espelho examina com sensibilidade e minúcia três poemas das Flores do Mal, de Charles Baudelaire (1821-1867). No foco de Starobinski, os caminhos pelos quais Baudelaire renova o tema da melancolia na arte ocidental. A edição desta pequena joia do ensaísmo contemporâneo vem acompanhada por reproduções a cores de pinturas e gravuras referidas no texto, como a Madalena em vigília, de Georges de La Tour, e Até a morte, de Goya.
Héracles
Tradução de Trajano Vieira
Ensaio de William Arrowsmith
Edição bilíngue - português/grego
Dentre as tragédias gregas que chegaram até nós, o Héracles, de Eurípides (c. 486-406 a.C.), e As Traquínias, de Sófocles - que ora se publicam conjuntamente em apuradas traduções de Trajano Vieira - são as únicas que trazem o grande herói Héracles (ou Hércules, na mitologia latina) como protagonista. Enquanto Sófocles segue a tradição, Eurípides constrói uma história totalmente original, estruturando sua peça em dois atos contrastantes - uma criação que desafiou as convenções da Poética de Aristóteles e boa parte da crítica posterior. Obra de feição extremamente moderna, o Héracles tem sido cada vez mais valorizado na atualidade, como vemos no ensaio do importante tradutor e helenista norte-americano William Arrowsmith, incluído no volume.
As Traquínias
Tradução de Trajano Vieira
Ensaio de Patricia E. Easterling
Edição bilíngue - português/grego
Dentre as tragédias gregas que chegaram até nós, As Traquínias, de Sófocles (496-406 a.C.), e o Héracles, de Eurípides - que ora se publicam conjuntamente - são as únicas que trazem o grande herói Héracles (ou Hércules, na mitologia latina) como protagonista. A ação da peça de Sófocles se inicia em Tráquis, onde a esposa de Héracles, Dejanira, aguarda o retorno do marido, afastado há tempos do lar para a conclusão de seus doze trabalhos. Considerada por Ezra Pound como "o ponto máximo da sensibilidade grega", As Traquínias é apresentada aqui em edição bilíngue, na rigorosa e inventiva tradução de Trajano Vieira, acompanhada de um ensaio da célebre helenista inglesa P. E. Easterling.
A máquina do bem e do mal e outros contos
Tradução de Sérgio Molina, Rubia Prates Goldoni
Prefácio de Ricardo Piglia
Organização de Sérgio Molina
Rodolfo Walsh (1927-1977) é um dos mais importantes nomes da literatura argentina, célebre pelo modo como articulou compromisso político e experimentação formal em sua obra. O presente volume, juntamente com Essa mulher e outros contos e Variações em vermelho, já lançados pela Editora 34, vem completar a publicação no Brasil dos contos completos do autor. Das primeiras narrativas publicadas no início dos anos 1950, sob a influência de Jorge Luis Borges, até o conto-título "A máquina do bem e do mal", um impagável quadro da marginália portenha, passando pelos casos policiais do delegado Laurenzi, o livro traça um amplo panorama da obra de Walsh, um escritor que, como afirma Ricardo Piglia no prefácio, foi "capaz de escrever em todos os registros da língua".
Viagem ao Harz
da obra <em>Reisebilder</em> (Quadros de viagem)
Tradução de Mauricio Mendonça Cardozo
Texto em apêndice de Théophile Gautier
Posfácio de Sandra M. Stroparo
Heinrich Heine (1797-1856) é um dos maiores poetas alemães, ao lado de Goethe e Schiller. A Viagem ao Harz, publicada em 1826, é a primeira parte de seus célebres Reisebilder [Quadros de viagem], inéditos no Brasil. A viagem, porém, é mais um fio condutor do que o tema central do livro, que inclui poemas, reflexões sobre a vida, arte e política, relatos de sonhos, descrições de paisagens, lugares e pessoas que encontra pelo caminho. Além da inspirada tradução de Mauricio Mendonça Cardozo, o volume inclui o prefácio de Heine à edição francesa de suas obras, um estudo de Sandra M. Stroparo e o célebre ensaio de Théophile Gautier sobre o poeta alemão, escrito em 1856.
Antologia do pensamento crítico russo (1802-1901)
Organização de Bruno Barretto Gomide
Tradução de Cecília Rosas, Denise Sales, Ekaterina Vólkova Américo
Esta antologia é a primeira reunião em língua portuguesa dos principais textos e autores do pensamento russo do século XIX, de Nikolai Karamzin (1766-1826) a Nikolai Fiódorov (1829-1903). Se a literatura do país de Dostoiévski e Tolstói se tornou uma das mais conhecidas do mundo, o mesmo não se pode dizer do rico debate de ideias realizado na Rússia, onde os conceitos de progresso e atraso, nacional e estrangeiro, assim como no Brasil, têm importância fundamental. Organizada por Bruno Barretto Gomide - também responsável pela Nova antologia do conto russo -, esta coletânea traz vinte e dois ensaios traduzidos diretamente do original, e vem para demonstrar que a produção crítica é peça fundamental para compreendermos a riquíssima cultura daquele país.
Publicado em 1852, Memórias de um caçador obteve de imediato grande sucesso tanto na Rússia como na Europa, onde foi traduzido para o francês, o alemão e o inglês, abrindo pela primeira vez as portas do Ocidente para a literatura russa. O estilo refinado de Turguêniev, e suas descrições memoráveis das paisagens e dos homens do povo encontrados nas perambulações do narrador pelo interior da Rússia, cativaram o público de tal forma que a obra tornou-se peça-chave no movimento pela emancipação dos servos naquele país. Além de consagrar Turguêniev como um dos grandes ficcionistas russos, os 25 contos reunidos pelo autor tornaram-se um paradigma para os escritores da posteridade, de Górki e Tchekhov a Conrad e Hemingway.