Literatura Estrangeira
215 títulos
Ao voltar de uma longa viagem à colônia penal da ilha de Sacalina, Tchekhov passa a residir em Moscou. Ali, nas redondezas de sua casa na rua Málaia Dmítrovka, ambientaria a novela Três anos. Publicada em 1895, a obra acompanha os primeiros anos de casamento de Iúlia Belavina, filha de um médico da província, com Aleksei Láptiev, de uma família de prósperos comerciantes moscovitas.
Odisseia (edição de bolso)
Com texto integral
Tradução de Trajano Vieira
Texto em apêndice de Franz Kafka
Obra de fina tessitura linguística e extrema modernidade, a Odisseia é apresentada aqui na premiada tradução de Trajano Vieira, que busca preservar ao máximo estes elementos, recriando poeticamente os ritmos e sonoridades do original. A edição, agora em formato de bolso, traz ainda um índice onomástico completo, mapas, posfácio, informações sobre métrica e critérios de tradução, dados biográficos do autor, bibliografia sugerida, excertos da crítica, sumário dos 24 cantos e um pequeno e belo texto de Franz Kafka inspirado na obra de Homero.
Romeu e Julieta na aldeia
Tradução de Marcus Vinicius Mazzari
Ilustrações de Karl Walser
Texto em apêndice de Robert Walser
Obra publicada com o apoio da Fundação Suíça para a Cultura Pro Helvetia
Inspirado em um fato verídico, ocorrido no interior da Alemanha em 1847, o grande escritor suíço Gottfried Keller (1819-1890) criou seu Romeu e Julieta na aldeia. A narrativa foi publicada pela primeira vez em 1856, no volume A gente de Seldvila, tido por Nietzsche como um "tesouro da prosa alemã". Ao atualizar a tragédia de Shakespeare e enraizá-la numa aldeia suíça, Keller concebeu uma novela de ressonância universal, considerada por Lukács e Benjamin, entre outros, como um dos exemplos mais perfeitos de seu gênero.
Cândido ou o otimismo
Tradução de Samuel Titan Jr.
Ilustrações de Paul Klee
Ensaio de Italo Calvino
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Obra-prima da ficção de Voltaire, Cândido ou o otimismo foi publicado em 1759 e se converteu no ato em um best seller europeu. Com pluma ligeira e afiada, o grande filósofo do Iluminismo recolhe a história recente de sua época, como o terremoto de Lisboa em 1755 e a Guerra dos Sete Anos (1756-63), e narra as aventuras de um jovem que percorre três continentes numa sucessão vertiginosa de desgraças, fugas e suplícios, sempre acreditando, apesar das evidências, que este é "o melhor dos mundos possíveis". Esta nova tradução, que capta todo o brilho do original, vem acompanhada dos belos desenhos de Paul Klee e de um inspirado posfácio de Italo Calvino.
Vencedor do Prêmio Goncourt 2012, este romance de Jérôme Ferrari - um dos principais nomes da literatura francesa contemporânea - traz a história de dois amigos que renunciam aos estudos de filosofia em Paris para assumir a gerência de um bar na Córsega. Mas, sobre este próspero paraíso etílico, em pleno verão da ilha, acabam se abatendo tanto as pequenas misérias da vida local como os fantasmas das grandes catástrofes da humanidade.
Bobók
Tradução de Paulo Bezerra
Ilustrações de Oswaldo Goeldi
Posfácio e notas de Paulo Bezerra; texto de Mikhail Bakhtin
Mais do que uma resposta de Dostoiévski aos críticos de seu romance Os demônios (1871), o conto Bobók, publicado no Diário de um escritor em 1873, é considerado por Mikhail Bakhtin "um microcosmo de toda a sua obra", pois concentra, no tempo brevíssimo de um "diálogo de mortos" num cemitério, os procedimentos fundamentais de sua literatura. Além da análise de Bakhtin, o volume inclui posfácio do tradutor Paulo Bezerra e oito desenhos de Oswaldo Goeldi.
O Livro do Travesseiro
Organização de Madalena Hashimoto Cordaro
Tradução de Geny Wakisaka, Junko Ota, Madalena Hashimoto Cordaro, Lica Hashimoto, Luiza Nana Yoshida
Escrito no século X em Quioto por Sei Shônagon, dama da corte da Imperatriz Teishi, O Livro do Travesseiro é a principal obra da literatura clássica japonesa. Composto por mais de trezentos textos curtos - que podem ser lidos em sequência ou com a liberdade do acaso -, o livro compõe um verdadeiro inventário da cultura do Japão feudal, vista pelo olhar poético de uma grande escritora. A presente tradução foi realizada durante mais de dez anos por uma equipe de professoras do Centro de Estudos Japoneses da USP.
"Sem forma revolucionária não há arte revolucionária". A célebre frase do poeta russo Vladímir Maiakóvski (1893-1930) define muito bem um de seus textos teatrais mais conhecidos, Mistério-bufo (1921). A presente edição traz pela primeira vez ao público brasileiro a versão final da peça, reelaborada pelo autor após sua estreia em 1918. Traduzido diretamente do original por Arlete Cavaliere, professora da USP, o texto é uma fantasia alegórica da Revolução Russa e de seus primeiros desdobramentos, escrito no calor da hora, e sintetiza uma série das experimentações de vanguarda do poeta.
Dois sonhos
O sonho do titio e Sonhos de Petersburgo em verso e prosa
Tradução de Paulo Bezerra
Posfácio e notas de Paulo Bezerra
Dois sonhos de Dostoiévski reunidos em um único volume. Em O sonho do titio (1859), a trama se passa na cidadezinha imaginária de Mordássov, onde a chegada de um velho príncipe acaba provocando o desmascaramento da hipócrita sociedade local. Já Sonhos de Petersburgo em verso e prosa (1861) combina os registros da prosa e da poesia para construir uma visão ao mesmo tempo crítica, cômica e fantástica da cidade de São Petersburgo.
A aldeia de Stepántchikovo e seus habitantes
Tradução de Lucas Simone
Ilustrações de Darel Valença Lins
Posfácio e notas de Lucas Simone
Dois meses após retornar de um exílio de quase dez anos na Sibéria, Fiódor Dostoiévski publicou, em 1859, A aldeia de Stepántchikovo e seus habitantes, um de seus mais singulares romances. Nele, o autor expõe uma faceta pouco conhecida sua: a do humorista. Por meio de situações cômicas e absurdas, Dostoiévski deu vida a um dos personagens mais famosos da literatura russa: Fomá Fomitch Opískin, o bufão alçado à condição de tirano que se tornaria símbolo de hipocrisia e parasitismo.
Publicado em 1856, Rúdin, romance de estreia de Turgêniev, foi prontamente aclamado pela crítica. O autor retrata aqui o "homem supérfluo", motivo central da literatura russa de então, lançando um olhar simultaneamente terno e irônico sobre a juventude de sua própria geração, que, inspirada pelos ideais democráticos que chegavam da Europa, foi tolhida pelo conservadorismo da Rússia de Nicolau I.
A fraude e outras histórias
Tradução de Denise Sales
Posfácio e notas de Denise Sales
Ensaio de Elena Vássina
Juntamente com Homens interessantes e outras histórias, esta é a primeira coletânea de contos de Nikolai Leskov (1831-1895) lançada no Brasil - algo aguardado há anos por todos que conhecem o célebre ensaio "O narrador", de Walter Benjamin, que tem por base justamente as histórias do autor russo. O volume traz seis contos de Leskov inéditos no Brasil.